O Brincar e as Atividades Motoras no Tratamento de Câncer Infantil: Revisão Sistemática

Por: Jéssica Eloá Poletto.

82 páginas. 2017 03/02/2017

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Resumo

No mundo, o câncer infantil atinge cerca de uma em cada 600 crianças. No Brasil, o Instituto Nacional de Câncer estimou para o biênio 2016/2017 que surgirão cerca de 420 mil novos casos de câncer infantil. A maior parte dos cânceres infantis ocorre em diversas etapas ao longo do tempo, alterando a rotina e diminuindo possibilidades de brincar e praticar atividades motoras. O objetivo geral deste estudo foi realizar uma revisão sistemática sobre brincar e ou praticar atividades motoras em tratamentos de câncer infantil. Adotou-se o método para estudos de revisão bibliográfica indicada por Severino e utilizou-se os indexadores do portal de periódicos da CAPES. Foram encontrados 23 estudos com brincar e 21 estudos com atividades motoras em tratamento de câncer infantil. Foram encontradas evidências de que o brincar, como parte do tratamento de câncer infantil, é benéfico, pois auxilia no enfrentamento da doença, na adesão ao tratamento e na diminuição de sentimentos negativos e de comportamentos não-facilitadores, além de indícios de que, independentemente do estágio da doença em que a criança se encontra, o brincar pode ser utilizado para oferecer momentos de alegria em meio à dor e aos processos invasivos. Porém, estes estudos não consideram o lúdico como um fim em si mesmo, apenas como meio facilitador de adesão ao tratamento oncológico. Portanto, faz-se necessário, estudos que considerem o brincar como um direito da criança. Os estudos referentes à atividade motora e câncer infantil trazem indícios de que a prática de tais atividades é segura e viável e pode auxiliar as crianças nos aspectos físicos, sociais e psicológicos e a falta da mesma pode causar prejuízos em relação à tais aspectos, além do fato de que crianças expostas ao tratamento oncológico apresentam níveis baixos de atividade física.Os cuidados e os riscos dessa prática com crianças com câncer estão relacionados à verificação da pressão arterial e da temperatura antes de iniciar o programa. Porém, ainda não foi consolidado umprocedimento adequado para se trabalhar com essa população, sendo necessários mais estudos que analisem e considerem os cuidados necessários para tal prática com essa população e avaliem os riscos que ela pode oferecer e possíveis formas de se evitar tais riscos, a fim de determinar um trabalho adequado de atividades motoras para crianças com câncer.

Endereço: https://www.unimep.br/phpg/bibdig/aluno/visualiza.php?cod=1596

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