O Corpo na Ginástica e a Busca da Qualidade de Vida: Um Estudo Sobre Essa Relação

Por: Sheila Cristina Zacardi Rosa.

94 páginas. 2004

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Resumo

As academias de ginástica surgiram como locais adequados para que as pessoas pudessem suprir a falta de movimento que o mundo moderno instalou, e ao longo de sua história se estabeleceram como um importante segmento social. Nesses locais encontra-se um universo repleto de significados sobre o corpo e sobre a sua relação coma a qualidade de vida que nos despertaram para uma análise aprofundada sobre ela. Diante dessa complexa relação, desenvolvemos esse estudo para identificar quais os efeitos da ginástica de academia na qualidade de vida de mulheres de trinta e cinco (35) a cinqüenta (50) anos, que praticam a ginástica por mais de 6 meses. Para isso, abordamos a questão da corporeidade num contexto histórico, e as conseqüências do pensamento fragmentado corpo/mente para a sociedade e para as várias áreas do saber, entre elas a Educação Física, para que pudéssemos interpretar o corpo que pratica ginástica na academia. Abordamos também a questão da qualidade de vida e o entrelaçamento do vários fatores que se ligam diretamente ao seu conceito, questões objetivas e questões subjetivas para relacionar essa elaboração pessoal com a ginástica. No outro importante levantamento para o estudo, investigamos o contexto histórico da academia e da ginástica, o seu papel social, seus principais problemas atuais e sua contribuição para a corporeidade. Enfim, desenvolvemos uma pesquisa de campo de abordagem qualitativa com dezoito (18) alunas de três (3) academias da cidade de Umuarama, Pr., que se encontravam dentro dos critérios estabelecidos. Para a coleta de dados duas questões foram utilizadas: "o que significa para você fazer ginástica na academia?" e "o que significa para você qualidade de vida?" para que pudéssemos encontrar nos discursos das entrevistadas a relação que procurávamos da prática da ginástica com suas qualidade de vida. Para a interpretação dos dados utilizamos a Análise de Conteúdo de Bardin (1977), adaptada por Simões (1995). Como resultado da pesquisa, apesar dos apontamentos que evidenciam que as academias não tem contemplado o corpo na perspectiva da corporeidade, percebemos que para a nossa população amostra, a ginástica representa uma variável de interferência significativa para a qualidade de vida, uma vez que o que se manifestou como significativo na questão que levantou os aspectos importantes para ela, foi declarado como realçado e complementado pela prática da ginástica. Aspectos foram relacionados mais expressivamente a questões ligadas a satisfação e bem estar do que a efeitos estéticos. Concluímos sugerindo mais pesquisas que levantem aspectos subjetivos entre os freqüentadores das academias de ginástica, para que essas forneçam mais subsídios para que esses lugares repensem suas condutas e seus métodos e contribuam ainda mais para a sociedade, despertando o corpo/objeto para o corpo/sujeito e dessa forma possibilitando uma qualidade de vida a ser vivida pela plenitude da corporeidade.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=770&listaDetalhes%5B%5D=770&processar=Processar

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