O Corpo Protético no Esporte

Por: Juliana Brandão Braga Marzo.

113 páginas. 2007 26/06/2007

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Resumo

A dissertação analisou os significados que os indivíduos atribuíam aos seus corpos e suas vidas cotidianas após terem sido submetidos ao processo de adaptação a próteses e inseridos ao mundo do esporte. O material empírico foi coletado através de entrevistas semi-estruturadas realizadas no NEFEA (Núcleo de Atividade Física e Esporte Adaptado) da UEFS (Universidade Estadual de Feira de Santana), o qual desenvolve atividades esportivas junto às pessoas deficientes. O grupo participante do estudo foi atletas do núcleo, todos dependentes de alguma prótese para realizar as atividades cotidianas e no esporte, são homens, com idades variando entre 23 e 37 anos, sendo que têm em comum o fato de terem se tornado deficientes após um acidente ou doença. O estudo caracterizado como uma análise qualitativa teve a pesquisa de campo desenvolvida no período de julho de 2005 no NEFEA, onde foram feitas todas as entrevistas. Consistiu em problematizar os efeitos que as tecnologias provocam na vida cotidiana através do esporte destes indivíduos pelas transformações ocorridas em seus corpos, o estranhamento e a naturalização do “novo” corpo fabricado pelas tecnologias, um ser protético. Contou como base teórica os Estudos Culturais assim como autores que discutem o corpo sob concepções pós-modernas. A dissertação representa, por sua vez, as reflexões construídas destes indivíduos em constantes questionamentos com a hegemonia cultural, na qual este corpo protético e atleta, lembrado como híbrido, ao final foi deslumbrado como algo produzido e ressignificado constantemente, assim como inovável, moldável e provisório.

Endereço: http://www.repositorio.ufba.br/ri/handle/ri/10180

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