O Corpo Que Fala... a Vida Que Se Revela: a Realidade do Corpo Asilado

Por: Marcia Marques de Moura.

105 páginas. 2003

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Resumo

O objetivo deste trabalho é identificar a percepção que o idoso asilado tem de seu corpo e qual sua expectativa de vida. Para o desenvolvimento do trabalho, foram estruturados, cinco capítulos. No primeiro capítulo, com o tema: "O corpo que fala... a história que esconde" enfocamos a representação do corpo/vida dentro do contexto cultural, bem como o corpo asilado que, segundo a literatura, se mostra falido e resignado a pressagiar perdas. O segundo capítulo, denominado: "O processo de envelhecimento: remoções, desvios ou alterações?", abordamos os principais pontos sobre o processo de envelhecimento, envolvendo as questões: cognitiva, psicológica, fisiológica, social e econômica, bem como, as conseqüências que estas alterações e mudanças acarretam. O terceiro capítulo, que está anunciado como: "Asilos em cena", tem a reflexão centrada na realidade encontrada e na abertura de perspectivas para conseguir moradia e alojamento. A questão do asilo aparece como enfoque precioso, que vai exigir maior atenção governamental, surgindo como setor de grande interesse, em defesa dos milhões que envelhecem com o temor de não ter um teto, quando percebem as dificuldades familiares em lhes dar abrigo nesta etapa da vida ou diante de enfermidades de longa duração. Sendo que este tema é questão das mais sérias na política para a Terceira Idade. O quarto capítulo, definido como: "O caminho percorrido no asilo", apresenta uma pesquisa em um asilo da região de Itapetininga, Estado de São Paulo, realizado com 26 idosos residentes neste local, buscando identificar, através da pergunta geradora: Fale de sua vida, como eles identificam o significado de corpo e a expectativa de vida. A metodologia proposta foi a de abordagem qualitativa, tendo como técnica de análise os depoimentos colocados por Queiroz (1991). O quinto capítulo intitulado "O idoso asilado: a leitura desta realidade", tendo como propósito uma análise rigorosa, onde se confrontou a literatura pesquisada com a fala dos idosos asilados, buscando pontos de convergência e divergência. Em relação ao corpo o maior ponto de convergência está na referência ao corpo no passado ou seja quando era jovem, presente na fala de 10 sujeitos. A visão que o idoso asilado tem do seu próprio corpo está intrinsecamente relacionada a representações cristalizadas, referentes às imagens sociais de velhice construídas através dos tempos e das situações vivenciadas. Já em relação à expectativa de vida temos também um quadro contrastante pois a maior incidência de respostas está na esperança da morte, o que pode ser comprovado por 14 depoimentos. Nesta lógica o que se percebe nos corpos idosos asilados é a sensação de não haver mais lugar ou algo para fazer. Não podemos deixar de considerar que estes dados refletem um corpo, que parece ter a energia que o sustenta escoar silenciosamente quando a vida se torna sem sentido. Cabe pontuar que há um número significativo de idosos que tem esperança, desejos, fé, expectativa...Este sentimento foi detectado como força motriz da sua corporeidade idosa. Acreditamos que estes idosos têm essa concepção negativa do seu corpo e do envelhecimento devido ao fato de vivermos em uma sociedade que não nos ensina e nos mostra o quanto nossas relações são interdependentes.

Endereço: http://www.nuteses.temp.ufu.br/tde_busca/processaPesquisa.php?pesqExecutada=2&id=763&listaDetalhes%5B%5D=763&processar=Processar

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