O Corpo do Regulamento de 1920 em Portugal

Por: Carlos Januário e Manuela Hasse.

VII Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

O objectivo do nosso estudo é conhecer o significado histórico e social do Regulamento de Educação Física de 1920. Este representou uma iniciativa oficial a merecer atenção por vários motivos: a inexistência de qualquer figura anterior que procurasse a definição de princípios formais de aplicação da ginástica; a elaboração de um modelo de corpo, a promover; a intervenção de militares na edificação de um instrumento destinado a toda a população escolare civil; as reacções, na sociedade portuguesa de actores implicados nodesenvolvimento mais adequado daeducação física nacional, por exemplo, os médicos e os profissionais em exercício da educação física. O Regulamento de 1920 sugere, com efeito, uma atenção particular que, até hoje, não mereceu inteiramente. Que tipo de homem e que tipo de corpo promove? Que visam, ao tempo, os seus autores? Que razões estão na base da sua não adopção, de facto? Que impacto suscita na sociedade portuguesa? Questões a analisar com outra demora, com outro distanciamento, com outra curiosidade, as implicações das opções que privilegia, e os motivos da sua óbvia rejeição. A publicação de este Regulamento, como a sua não aplicação, suscitam - cerca de oitenta anos depois - questões a desenvolver segundo o método histórico. Problemas a levantar, outros aspectos a esclarecer susceptíveis de contribuírem para uma nova compreensão da Educação Física portuguesa no século XX, modelos, conhecimentos, técnicas, escolhas, finalidades, interesses, influências, confrontos persistentes.

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