O Dançarino e o Bailarino: Ontem e Hoje

Por: Vitor Augusto Pinheiro Salvadeo.

2008

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Resumo

A Dança é uma Linguagem artística manifestada por meio do Corpo que permite expressar o que está aprisionado no abstrato emocional de cada ser humano. Ela promove o congraçamento entre os povos, possibilitando o conhecimento e o reconhecimento de cada Cultura. No universo da Dança, a Figura Masculina, foi protagonista por um longo período, manifestando as danças religiosas, guerreiras e profanas. Nesse cenário, a mulher ocupava o papel de coadjuvante, chegando até a ser proibida de dançar. A história revela que a rigorosa divisão de classes, instituída na Idade Média, estabeleceu quatro categorias de danças: as campestres; de artesãos; burguesas e eróticas; da corte e da nobreza, esta última, fez nascer o ballet. O marco da primeira apresentação dessa expressão artística foi em 1489, sob responsabilidade de um Mestre de dança italiano, que criou as coreografias da cerimônia de casamento de um Nobre Italiano. Daí por diante, os balés de corte tomaram vulto, deslumbraram a nobreza, culminando na criação da primeira Académie Royale de Musique et Danse da Europa, pelo desejo do Rei Luís XIV, o Rei Sol. Assim, a Figura masculina reinara no cenário da Dança. Alguns episódios facilitaram a introdução da Figura feminina e, por volta do século XIX, passo a passo sobre sapatilhas de ponta, a bailarina se torna dona absoluta dos palcos de dança. O homem retorna ao palco como coadjuvante, na posição de pouters, assim, reinicia o seu brilhante papel refletindo o seu valor técnico e expressivo. O objetivo da pesquisa foi o de ampliar o conhecimento da Figura do Dançarino e do Bailarino, do Primitivismo à Atualidade, focando à sua trajetória e status, com o propósito de verificar se, o estereótipo, o preconceito e a discriminação permearam ou permeiam o cotidiano dessa Figura artística. A pesquisa qualitativa ancorou a proposta; um questionário foi aplicado aos dançarinos e bailarinos de diferentes idades e cidades, para colher respostas às nossas inquietações e indagações, bem como verificar o que eles pensam sobre a Dança e o Papel que ocupam na Sociedade atual. Ao final, concluímos que o preconceito existe mais por falta de conhecimento e informação do que pelo papel desempenhado pelos homens na dança. O papel do homem é estar junto à dança e a dança fazer parte da vida do homem, independente da cultura ou posição na sociedade e com ela refletirmos e transformarmos o que nos tira a liberdade de dançar.   
 

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