O Efeito de Um Programa de Exercício Físico Aeróbio Combinado com Exercícios de Resistência Muscular Localizada na Melhora da Circulação Sistêmica e Local: Um Estudo de Caso

Por: Amanda Demarchi e Ricardo Bosco.

Revista Brasileira de Medicina do Esporte - v.10 - n.1 - 2004

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Resumo

INTRODUÇÃO: A trombofilia, estado que predispõe à ocorrência de trombose, decorre da existência de alterações da hemostasia, podendo ser congênita ou adquirida. A deficiência de proteína S, que ocorre pela falta do co-fator para a proteína C, é uma alteração congênita que pode resultar em trombofilia. A reabilitação física, considerada uma terapêutica eficaz, tem seu papel definido na prevenção e tratamento de doenças cardiovasculares. OBJETIVO: Este estudo se propôs a verificar a influência do exercício físico aeróbio associado aos exercícios de resistência muscular localizada na circulação sistêmica e colateral do membro superior e inferior direito e na redução das conseqüências causadas pelas retrações decorrentes das cirurgias. MATERIAL E MÉTODO: A amostra foi composta por uma paciente do sexo feminino, 19 anos, portadora da síndrome de hipercoagulabilidade (trombofilia) congênita por deficiência da proteína S, com obstrução total na artéria axilar direita e parcial na artéria femoral superficial direita. O programa de exercícios foi dividido em duas fases. Fase I: Atividades para aumento da amplitude de movimentos, em que se realizavam aplicação de calor, alongamentos passivos manuais mantidos, drenagem linfática e manipulações Effleurage. Fase II: Constituída de exercício aeróbio (45 minutos de caminhada, três vezes por semana, intensidade de 60% a 85% da freqüência cardíaca máxima) e exercícios de resistência muscular localizada (contrações dinâmicas, três séries com o máximo de repetições possíveis, baixa intensidade, favorecendo fatores aeróbios). RESULTADOS: 1. Melhora da circulação colateral à artéria axilar, constatada pelo aumento na velocidade de pulso sistólico (verificado através do exame doppler pulsado) - na artéria radial, passou de 3,4cm/s para 16,8cm/s; na artéria braquial, de 8,7cm/s para 45,9cm/s. 2. Melhor tolerância ao exercício aeróbio. 3. Recuperação da capacidade funcional e amplitude de movimento do ombro. 4. Recuperação plena da autonomia para as atividades diárias. CONCLUSÕES: Os resultados obtidos demonstraram que a terapêutica adotada foi eficaz no tratamento dos transtornos provocados pela trombofilia.

Endereço: http://www.scielo.br/pdf/rbme/v10n1/05.pdf

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