O Ensino do Karatê Por Meio de Jogos e Brincadeiras: Uma Perspectiva Cultural

Por: Ivo Pedon.

89 páginas. 2014 01/01/2014

Send to Kindle


Resumo

O presente trabalho tem como objetivo: 1) descrever e analisar uma prática pedagógica baseada em um referencial cultural, com uma proposta no ensino do karatê por meio de jogos e brincadeiras, na qual as atividades lúdicas é predominante; 2) identificar e analisar o significado das aulas de karatê para os praticantes. O karatê é considerado pelas suas federações como uma arte marcial tradicional da cultura oriental, criada há séculos no Japão. É entendido, por muitos, como uma prática esportiva que possui uma estrutura que se assemelha, muitas vezes, apenas, à prática competitiva (federações, ligas e torneios), e outras vezes, como reflexo de seu arcabouço cultural, de estrutura hierarquizada, com utilização da língua originária e padrões tradicionais de saudação. Neste contexto, os elementos esportivos e culturais fazem parte das modalidades que geralmente são denominadas de artes marciais no Brasil. Atualmente temos uma prática de karatê voltada às competições, sendo as aulas descritas como sessões de treinamento esportivo em busca de um alto nível de desempenho técnico. O processo de ensino-aprendizagem tradicional, treinamento com repetições excessivas de golpes e movimentos específicos do karatê, buscando o resultado e a performance a todo custo, atualmente, tornou-se um fator de desmotivação e uma barreira para a continuidade dos alunos iniciantes, pois, o ensinamento repetitivo do movimento abstrai a criatividade do aluno na realização dos golpes. Diante disso, pretende-se buscar, nesta pesquisa, fundamentos teóricos no sentido de rever essa forma tradicional de ensino e aprendizagem do karatê, de modo a priorizar os jogos e as brincadeiras como estratégias de aprendizado, com predomínio do elemento lúdico. O lúdico é entendido, não em si mesmo ou de forma isolada nessa ou naquela atividade (brinquedo, festa, jogo, brincadeira etc.), mas como um componente da cultura historicamente situada, é a cultura não somente como um produto, mas como um processo e desse modo, verificamos que o lúdico também pode ser visto a partir da dupla perspectiva: como produto e como processo, como conteúdo e como forma. Como procedimentos metodológicos, realizou-se uma pesquisa bibliográfica e de campo utilizando a técnica da entrevista semi-estruturada para coleta de dados, observação participante e o diário de campo. Registramos no diário de campo as aulas realizadas em uma escola de karatê particular do município de Valparaíso, com a participação de 14 alunos, caracterizando um estudo qualitativo. Como principais resultados a maioria dos alunos acham a prática do karatê legal e divertida, ao se fazer os golpes e lutas por intermédio da brincadeira. Três alunos responderam que almejam chegar a faixa preta. O ensino do karatê, fundamentado nos estudos do lazer e do lúdico, viabilizou aos sujeitos o acesso a uma prática inovadora na realização do karatê, construindo um aprendizado, a partir dos jogos e brincadeiras, aumentando a participação dos alunos nas aulas, seu aprendizado diante do conteúdo proposto do karatê e o interesse em querer aprender sobre os golpes, katas, bases e movimentos.

Endereço: https://www.unimep.br/phpg/bibdig/aluno/visualiza.php?cod=1260

Ver Arquivo (PDF)

Comentários


:-)





© 1996-2019 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.