O Esporte Para Ostomizados: Perspectivas e Limitações

Por: Cátia Maria Justo, João Carlos Carvalho Queiroz e Renzo Brito Rodrigues.

IV Seminário Internacional de Gestão e Políticas Públicas para o Esporte do Projeto Inteligência Esportiva - SIPPEIE

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Resumo


Introdução e objetivo(s): Ostomia é uma abertura realizada cirurgicamente que confecciona um novo trajeto entre o interior - víscera oca - e o exterior do corpo. No intestino a Estomia é exteriorizada pelo íleo – ileostomia, ou pelo cólon – colostomia na parede abdominal. (NASCIMENTO et. al., 2011). Após a intervenção cirúrgica, ocorrem mudanças anatomofisiológicas, que interferem na autoestima, na imagem corporal, dentre outras (STUMM; OLIVEIRA; KIRSCHNER, 2008; FERREIRA, 2017). Isso, em decorrência da aceitação e dos cuidados que a Estomia e a utilização da bolsa coletora exigem (MARTINS; ALVIN, 2011). Considerando o conceito ampliado de Esporte, adaptado do Conselho Europeu, compreendido como um bem cultural, direito social e fator de desenvolvimento humano, definido pelo conjunto de práticas corporais, atividades físicas e esportivas, é possível perceber o imenso campo de desenvolvimento para a prática esportiva, seja ela ocasional ou não, organizado ou não. Bastando ser vivida, produzindo prazer, alegria, saúde e bem estar para quem participa ou para quem assiste. É possível reconhecer que a atividade física compreendida nesta perspectiva, pode ser adaptada a qualquer circunstância e a todas as pessoas. Atendendo aos mais diversos e diferentes anseios. Adaptando-se na constante e inacabada busca pelo “ideal de vida”(GAIO; PORTO, 2002). Este estudo tem como objetivo verificar as informações e os recursos que os usuários de ostomias no Estado de Sergipe possuem para melhorar o nível de qualidade de vida e o bem-estar a partir dos órgãos oficiais de saúde, e, se nestas, encontra-se o incentivo ao Esporte, aqui compreendido como atividade física, lazer, vivência e convivência - elementos essenciais para minimizar alguns dos muitos impactos adquiridos nestes casos. Método: Este estudo caracterizou-se como Diagnostico situacional descritivo com corte transversal. A população da pesquisa foi constituída por usuários cadastrados no Centro de Atenção à Saúde de Sergipe - CASE na cidade de Aracaju, durante uma conferência realizada pela Profa. Dra. Cátia Maria Justo e pelo Prof. Dr. João Carlos Carvalho Queiroz, acerca do tema “Qualidade de vida para o cotidiano dos ostomizados” e que aceitaram participar do estudo após assinarem o TCLE. O instrumento utilizado para avaliação foi composto por um questionário semiestruturado elaborado especialmente para este estudo. As categorias foram analisadas por meio da metodologia de “análise de conteúdo” de Bardin (2004). A Amostra da pesquisa foi caracterizado por 9 usuários ostomizados. sendo 6 mulheres e 3 homens, idade entre 39 e 59 anos; todos os casos de sujeitos ostomizados decorrentes de câncer, sendo um dos usuários, portador de colostomia e urostomia. 6 sujeitos com ostomia definitiva; 2 com ostomia temporária e 1 deles, ainda sem uma definição médica. Todos se declaram ativos fisicamente, sendo que apenas um dos sujeitos, pratica a dança de modo regular – de 2 a 3 vezes por semana. Resultados e Discussão: Este estudo evidenciou a baixa adesão dos sujeitos ostomizados à prática esportiva; seja em decorrência de algumas “limitações” que o corpo apresenta; seja pela “falta” de tempo alegada por muitos; seja pela sensação de “desconforto” sentido quando se encontra em público (BERLIM, FLECK, 2003). Este encontro tornou-se uma prática efetiva com ostomizados no Estado de Sergipe, inaugurando um novo momento entre Universidade, Profissionais da saúde, Secretaria de Estado e Sociedade Civil, afim de subsidiar a construção de políticas afirmativas para os Ostomizados e consolidar um campo de estudo e pesquisas na área da saúde e das humanidades. Considerações Finais: O estudo se configurou como um canal de diálogo e de possíveis intervenções em hospitais e órgãos públicos em parceria com a ASSOA – Associação Sergipana de Ostomizados e Amigos. Alertando, informando e conscientizando, os sujeitos ostomizados, acerca da importância da prática constante de esportes, aqui compreendido como “Esporte para toda a vida”; um instrumento de empoderamento e da autopercepção; capaz de fomentar a qualidade de vida e o bem-estar para todos.
 

Endereço: http://cev.org.br/biblioteca/a-ideologia-partidaria-e-a-formulacao-da-politica-publica-de-esporte-nos-municipios-do-estado-da-bahia/

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