O Estado Nutricional de Estudantes do EJA Como Subsídio Para as Aulas de Educação Física

Por: D. C. Constantino, G. M. M. Fonseca e G. Z. Rech.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Uma das maiores preocupações das autoridades em relação a saúde pública é o estado nutricional dos indivíduos, onde a tendência de aumento da obesidade é notória nos últimos anos. Dentro do contexto escolar, esta é uma preocupação que aumenta, em que paulatinamente ocorre um acréscimo nos níveis de obesidade e sobrepeso de crianças e jovens, decorrentes da inatividade física e hábitos alimentares inadequados, entre outras variáveis. Esta situação é mais presente entre os escolares dos programas da Educação de Jovens de Adultos (EJA), onde a educação física, em que pese seja obrigatória, enfrenta desafios para ser implantada, conforme aponta a literatura especializada. Assim, o estado nutricional e sua relação com a saúde pode ser uma forma de educar, através da abordagem pedagógica saúde renovada dentro da educação física escolar. O presente trabalho faz parte de um programa de educação física, baseado na abordagem saúde renovada, a ser implantado ao longo do ano de 2015 numa escola pública. Neste sentido, o objetivo do presente trabalho é avaliar o estado nutricional dos estudantes do programa de Educação de Jovens e Adultos, para sua utilização dentro do planejamento de aulas de educação física baseados na abordagem pedagógica saúde renovada. Participaram do estudo 75 estudantes da Educação de Jovens e Adultos de uma escola pública da rede estadual da cidade de São Marcos no Rio Grande do Sul, sendo 49 do sexo masculino e 29 do sexo feminino. A idade dos avaliados variou entre 17 e 59 anos. Como instrumento para a coleta dos dados foi utilizado uma balança digital marca G-Tech com capacidade até 150 kg e uma fita métrica. O protocolo utilizado foi o descrito pelo Projeto Esporte Brasil (PROESP). Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva não paramétrica, através de tabelas de frequência. Os valores normativos foram os preconizados pela Organização Mundial da Saúde. Os resultados apontaram que 52% dos estudantes de ambos os sexos estão dentro do peso normal, 20% com sobre peso e 20% já apresentando índice de obesidade. Os 8% restantes foram considerados magros. Quando separados por sexo, os resultados apontaram que 52% dos homens estão com o peso normal, 26% com sobrepeso, 15% com obesidade e 7% com índice de magreza. Por sua vez os resultados femininos demostram que 51% das avaliadas estão com peso normal, 28% com obesidade, 11% com sobrepeso e 10% diagnosticadas com magreza. Concluímos que os valores de obesidade e sobrepeso não diferem dos valores encontrados pela literatura especializada, mostrando que os índices de sobrepeso e obesidade na população brasileira giram em média ao redor de 40%. Estes resultados servem como ponto de partida para o desenvolvimento de um programa de educação física, baseado na abordagem saúde renovada, podendo ser utilizados como dados iniciais e também como fator de motivação para o desenvolvimento do programa de educação física com a população de estudantes da Educação de Jovens e Adultos.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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