O Lazer na Política Pública de Esporte: Uma Análise do Programa Segundo Tempo.

Por: Sheylazarth Presciliana Ribeiro.

145 páginas. 2012 24/05/2012

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Resumo

Nos últimos anos as discussões relativas as políticas públicas de esporte e lazer tem sido foco de vários estudos, tendo em vista que a partir da Constituição de 1988, esporte e lazer passam a ser compreendidos como direitos sociais e demandam a necessidade de implementação de ações nesses campos. No entanto, existem muitos limites sobre o desenvolvimento das ações de Políticas Públicas de esporte e lazer e a produção do conhecimento vem tentando contribuir com a avaliar e qualificar essas possibilidades de intervenção do Estado. Um dos aspectos que merece maior atenção é o entendimento de lazer presente nos Programas e ações desenvolvidos pelo Setor Público e dessa forma, o objetivo desta pesquisa é analisar como o lazer é tratado no currículo da formação dos profissionais do Programa Segundo Tempo da Secretaria de Esporte Educacional do Ministério de Esportes da União. Apesar de ser um Programa que se preocupa com o esporte educacional, as conexões com o campo do lazer podem ser estabelecidas se tomarmos como referência as questões do tempo em que são desenvolvidas as ações, das atividades realizadas, da própria atitude dos sujeitos frente as possibilidades e do próprio espaço/lugar. Como metodologia utilizo a revisão bibliográfica, a pesquisa documental com o levantamento e análise de documentos do PST e a pesquisa de campo que teve como instrumento entrevistas semi-estruturadas com os 2 gestores dos processos de Capacitação do PST, todos os dados foram tratados pela análise de conteúdo. Como considerações finais identifiquei que o lazer é trabalhado no currículo da capacitação dos profissionais do PST desde 2003 embora só seja considerado um conteúdo programático a partir de 2009. Quanto as concepções de lazer presentes nos documentos destaco que elas não possuem uma mesma abordagem o que gera um descompasso no trabalho com o lazer. Entre os saberes eleitos encontrei a perspectivas que o relacionam a uma visão de mercado, que tem como ênfase o consumo de práticas culturais, bem como um outro entendimento ancorado no lazer com direito social e que se contrapõem a lógica do lazer mercadoria. Por fim, as metodologias encontradas para trabalhar o lazer a partir de 2009 identificadas foram o Projeto Recreio nas Férias, a tecnologia educacional denominada de Animação Cultural e o trabalho com a concepção de lazer. Assim, essas formas de tratar o lazer no currículo da capacitação do programa podem viabilizar processos de reflexões pelos profissionais sobre as relações nas quais o lazer está envolvido. 

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