O Lugar da Cultura nos Jogos Olímpicos: Uma Análise dos Jogos de Berlim (1936)

Por: Juliana da Silva Pinto Carneiro.

FuLia - v.3 - n.1 - 2018

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Resumo

Este artigo pretende analisar a programação cultural e artística dos Jogos Olímpicos, a partir da compreensão que os programas de cultura são um campo privilegiado para a consolidação dos aspectos simbólicos presentes nas edições destes megaeventos.  Na primeira parte do artigo as informações estão sistematizadas em um breve panorama temporal, estruturado a partir de três momentos: a) De 1896 a 1912: as artes e a cultura não estavam formalmente inseridas nos Jogos Olímpicos; b) De Estocolmo 1912 a Londres 1948: edições de Jogos Olímpicos com competições das artes olímpicas; c) De Melbourne 1956 a Barcelona 1992: as diferentes concepções de programação cultural. Na segunda parte, o artigo investiga mais detidamente os Jogos de Berlim (1936), partindo da premissa que o governo alemão entendeu a “força simbólica dos elementos culturais” e a potencializou com estratégias de propaganda para consolidar as principais representações do modelo nazista.

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