O Perfil do Estilo de Saúde e a Qualidade de Vida do Portador de Deficiência Visual da Grande Florianópolis-sc

Por: Jolmerson de Carvalho.

Revista Brasileira de Cineantropometria & Desempenho Humano - v.1 - n.1 - 1999

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Resumo

Ao abordar o assunto referente à deficiência visual, considerou-se como tal, qualquer redução das aptidões visuais, segundo a classificação da Associação Internacional de Desportos para Cegos – IBSA (B1 – B2 e B3). Quanto ao estilo de saúde, não se considerou somente a ausência de doenças, mas sim, um somatório de sintomas que englobasse todo o estado de bem estar geral, que incluía aspectos físicos, psicológicos, emocionais, espirituais, sociais e ambientais. Quando avaliou-se o estilo de vida do portador de deficiência visual, procurou-se levar também em consideração o status que possui a aptidão física relacionada à saúde, absenteísmo, produtividade e inclusive uso de serviços médicos. No que se referiu à qualidade de vida, considerou-se esta como um conjunto de parâmetros individuais, socioculturais e ambientais que caracterizassem as condições em que vive o portador de deficiência visual. O objetivo principal deste estudo foi traçar um perfil do estilo de vida e da qualidade de vida do deficiente visual da Grande Florianópolis. Para tanto, foi aplicado um questionário visando obter um levantamento dos hábitos de saúde, prontidão para a prática de exercício físico e estresse, testes de aptidão física (flexibilidade, abdominal e o teste da milha), que serviram para diagnosticar valências físicas consideradas de grande importância para uma vida saudável, bem como a realização de medidas antropométricas para estimar o grau nutricional dos portadores de deficiência visual. Através da análise de resultados, pôde-se observar que a maioria dos homens 61.54% no Q I M são solteiros; 42.31% no Q I M são deficientes B1 (cegos); 42.30% no Q I M lêem Braille; 42.32% no Q I M não abordam assuntos sobre atividade física em suas leituras; quanto ao grau de instrução, o Q I M apresentou 23.07% com o I grau completo. Em relação ao nível de vulnerabilidade ao estresse, 26.93 % do Q II M apresentaram moderada vulnerabilidade; 36.62% no Q I M passam a maior parte do tempo sentados, quanto a prática de esporte de caráter recreacional, 46.15% no Q I M não fazem nada; em relação ao QPAF, responderam sim (não estão aptos para a atividade física 34.61% no Q I M). Quanto às mulheres 44.44% no Q I F e Q II F são solteiras, 44.44% Q II F são deficientes B1 (cegas); 33.33% no Q I F e Q II F lêem Braille; 44.45% no Q I F não abordam assuntos sobre atividade física em suas leituras. Quanto ao grau de instrução, o Q I F apresentou 33.33% com o I grau completo e o Q II F 33.33% não estudaram ou não completaram o I grau; quanto ao nível de vulnerabilidade ao estresse, 33.34 % do Q II F apresentaram moderada vulnerabilidade; no que tange ao hábito de atividade física diária, 33.33% no Q I F e Q II F passam a maior parte do tempo sentadas; a prática de esporte de caráter recreacional 33.34% no Q II F fazem uma vez por semana; em relação ao QPAF, responderam sim (não estão aptas para a atividade física 33.34% no Q II F).

Endereço: https://periodicos.ufsc.br/index.php/rbcdh/article/view/3870

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