O Professor de Apoio Educacional Espcializado nas Aulas de Educação Física

Por: Ana Laura Fischer Loterrmann, Bruna Poliana Silva, Douglas Roberto Borella, Gabriela Simone Harnish, Lizete Wasem Walter e Shayda Muniz de Oliveira Guilherme.

VI Congresso Sudeste de Ciências do Esporte

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Resumo

Introdução: A obrigatoriedade da oferta do Professor de Apoio Educacional Especializado (PAEE) nas escolas de ensino regular e para o acompanhamento de alunos com Transtorno do Espectro Autista (TEA) entrou em vigor por intermédio da  lei 12.764 de 27 de dezembro de 2012, sendo que este se fará necessário quando o aluno com TEA apresentar a necessidade de cuidados específicos e métodos de ensino diferenciados em relação aos demais, para apreender o aprendizado escolar. Destarte, conjectura-se que a inserção do mesmo será relevante também nas aulas de Educação Física (EF) já que esta adentra-se aos currículos das escolas. Objetivo: Investigar a frequência da oferta do PAEE e sua intervenção nas aulas de Educação Física junto de alunos com TEA. Metodologia: O estudo apresenta um modelo descritivo. Participaram três alunos com TEA matriculados em duas escolas públicas e uma privada da cidade de Marechal Cândido Rondon/PR e dois PAEE’s. O instrumento utilizado para a coleta de dados foi um Roteiro de Observação elaborado e preenchido pelos pesquisadores. Foram realizadas observações de duas aulas de cada aluno participante. A análise dos dados pautou-se no modelo misto (qualitativo e quantitativo). Resultados: Dos três alunos investigados, verificou-se que dois contam com o PAEE, sendo que o aluno que não consta do mesmo, notou-se a necessidade de implementar um PAEE ao mesmo, já que o aluno não teve participações ativas durante as aulas de Educação Física, obtendo uma média de participação em 33% das atividades propostas. Já em relação aos dois alunos em que há a oferta do PAEE, um dos PAEE’s não participou de ambas às aulas observadas e o outro apenas em uma delas, em que nesta auxiliou o aluno com demonstrações do movimento em relação ao conteúdo trabalhado. Quantificando isto, obteve-se um total de 16,6% da intervenção dos PAEE’s nas aulas de EF. Quanto às participações desses alunos que constam o PAEE, em ambas às aulas tiveram 100% de participações, ou seja, participaram de todos os momentos da aula. Considerações Finais: Ainda há casos de alunos com Transtorno do Espectro Autista ausentes de Professores de Apoio Educacional Especializado quando se percebe a necessidade da oferta do próprio. E mesmo nos casos da oferta dos PAEE’s aos alunos com TEA, nem sempre esta é cumprida na disciplina de EF, revelando que estes professores subentendem que a simples participação do aluno já equivale ao necessário, não permitindo assegurar se os alunos com TEA estão ou não conseguindo fortalecer os conhecimentos da EF da mesma forma que os demais.

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