O Profissional de Educação Física e o Contexto do Trabalho em Equipe no Setor da Saúde : Uma Análise das Interações Interprofissionais

Por: Daniela Schwabe Minelli.

2010 00/00/0000

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Resumo

A literatura, relacionada ao estudo dos grupos profissionais, tem levado em consideração pontos relevantes para a consolidação de uma profissão, sobretudo, em relação à obtenção de prestígio profissional e reconhecimento social, advindos, especialmente, de uma base teórica de conhecimento. No presente estudo, buscamos investigar como se estabelecem as interações entre os profissionais de educação física e demais grupos atuantes em um trabalho em equipe no setor da saúde. Optamos pelo encaminhamento metodológico dentro da abordagem qualitativa de pesquisa. Para tanto, contamos com a participação de vinte profissionais de saúde, inseridos em quatro equipes de trabalho, entre médicos, fisioterapeutas, psicólogos, enfermeiros, nutricionistas e profissionais de educação física. O processo de obtenção das informações deu-se pela realização da entrevista semiestruturada. O roteiro de perguntas continha três temas norteadores sobre o assunto que nos propusemos a investigar: a) relações de trabalho estabelecidas entre o profissional de educação física e os diferentes grupos profissionais; b) conhecimento formalizado como elemento de hierarquização entre os grupos profissionais; e c) divisão do trabalho no setor da saúde. Para categorização e discussão dos dados, utilizamos a análise de conteúdo. A partir da leitura criteriosa das entrevistas, chegamos a sete categorias, sendo: 1) relevância do conhecimento da área da educação física para o trabalho em equipe no setor da saúde; 2) interações interprofissionais entre a educação física e demais grupos; 3) superioridade médica nas relações de trabalho entre as profissões secundárias no setor da saúde; 4) autonomia; 5) aspectos relevantes para uma boa relação de trabalho; 6) conexões entre o processo de tomada de decisão e negociação no cotidiano profissional; e 7) formas de comunicação entre os envolvidos. Destacamos como considerações finais que: a) os entrevistados, inseridos no trabalho em equipe, avaliaram o conhecimento da intervenção profissional em educação física como sendo de baixa complexidade; b) o processo de tomada de decisão deu-se a partir da área mais próxima do problema em questão; c) as relações de poder e subordinação entre a liderança no setor da saúde e as profissões secundárias ficaram evidentes na forma como eram conduzidos os encaminhamentos dentro do trabalho; e d) a ausência de autonomia plena fez-se presente entre as profissões, com exceção dos médicos que controlavam as tarefas no setor.

Endereço: http://nou-rau.uem.br/nou-rau/document/?code=vtls000183220

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