O Slackline Como Conteúdo da Educação Física Escolar

Por: Aline Diane de Zumba Rodrigues, Alipio Rodrigues Pines Junior, Heitor Marcondes Trondoli Ferracci, Mérie Hellen Gomes de Araujo da Costa e Silva e .

VIII Congresso Brasileiro de Atividades de Aventura - CBAA

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Resumo

Este trabalho teve por objetivo verificar a prática do slackline na Educação Física Escolar, compreendendo-o como nova prática pedagógica. A Educação Física e seus conteúdos desportivos já não atendem, de forma geral, aos interesses e necessidades de seus participantes, portanto atuar na linha excludente do desporto e limitar-se às manifestações esportivas clássicas coloca-se como fator de limitação de atuação pedagógica e desmotivação para uma aprendizagem significativa. Para que a Educação Física seja integrante no cenário educacional, cabe ao educador renovar e inovar suas ideias de atuação. É preciso então, buscar por um novo repensar para a Educação Física Escolar. E uma dessas possibilidades significativas é proporcionar e estimular as Atividades de Aventura associadas ao papel do lúdico no contexto escolar e tornando-as uma ferramenta no auxílio à prática de situações desafiadoras. O seu desenvolvimento é dado por meio de uma didática práxis, sendo que a escola não necessariamente precisa oferecer e ter o espaço adequado e equipamento específico, pois a ação da educação não se restringe a uma prática pela prática, mas a vivência oferece inúmeros conhecimentos, tanto esportivo, cultural, social. As aulas de Educação Física devem promover propostas que visam fortalecer os conhecimentos de lazer, esporte e meio ambiente. Entre as Atividades de Aventura estão inclusas as de meio urbano abarcando assim as atividades realizadas nas cidades que possuem as características de ação em espaços urbanos e adaptados às escolas, como: skate, patins in line, parkour, slackline, e outros. Slackline é um esporte criado por alpinistas americanos, que consiste em equilibrar-se numa fita amarrada em dois pontos com pouca tensão; bem como se aceita a ideia de que o esporte surgiu da arte circense, utilizando como corda bamba. O objetivo pode ser tanto atravessar de uma ponta à outra da fita, quanto praticar manobras como saltos e cambalhotas. A falta de movimentos padronizados e a imagem de esporte radical fascinam os escolares, que, além de se divertirem ao praticar o esporte com seus colegas de classe, também melhoram suas próprias capacidades físicas. Professores podem fazer uso desta curiosidade para aprimorar habilidades físicas como coordenação e equilíbrio de seus alunos. Os procedimentos metodológicos consistem em duas partes. Primeiramente utilizou-se a abordagem dedutiva, onde parte de teorias e leis com princípios universais e previamente aceitos para a elaboração de conclusões sobre fenômenos universais ou particulares; e por fim o segundo é relativo ao tipo de pesquisa adotado, neste caso, a pesquisa indireta que é caracterizada pela utilização de informações, conhecimentos, e dados já coletados por outras pessoas e demonstrados de diversas formas. Por fim considera-se que as Atividades de Aventura são conteúdos fundamentais a serem reconhecidos pelos profissionais de Educação Física, e os conhecimentos devem ser compartilhados de forma crítica, reflexiva e criativa, agregando às atuais práticas esportivas da escola. Partindo das reflexões iniciais, propiciar as práticas pedagógicas diferenciadas por meio do slackline é sistematizar os eixos norteadores - esporte, educação e natureza, viabilizando a introdução dessas vivências na Educação Física Escolar como um estímulo ao desenvolvimento social, psíquico e físico. 

Endereço: http://cev.org.br/biblioteca/anais-do-viii-congresso-brasileiro-de-atividades-de-aventura-cbaa

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