O Stress Pré-competitivo no Esporte: Análise dos Efeitos em Atletas de Beisebol

Por: , Daniel Presoto e Fernando César Gouvêa.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Esta pesquisa teve como foco principal o conhecimento do beisebol, categoria
juvenil, com atletas de alto nível, envolvendo grande probabilidade de stress, e
como a Psicologia do Esporte pode trabalhar com estes fatores. O objetivo foi
avaliar fatores psicológicos que influenciavam no desempenho dos atletas, em
especial o stress pré-competitivo. A metodologia utilizada foi a pesquisa de
campo com 18 atletas, do sexo masculino, da seleção Brasileira de Beisebol,
participantes do Campeonato Pan-Americano Juvenil no México, em setembro
de 2005, a idade dos atletas ficou entre 17 e 19 anos. Foi utilizado como
instrumento de coleta de dados a LSSPCI proposta por De Rose Junior. O
instrumento foi aplicado de forma coletiva e a coleta de dados ocorreu nos
locais de jogos 24 horas antes da competição. Após a análise e discussão dos
dados pudemos concluir que vários atletas apresentaram sintomas de stress
pré-competitivo, inclusive durante os treinamentos também pode ser
acompanhada essa evolução do processo, porém apesar dos trabalhos realizados
pela assessoria de Psicologia do Esporte, alguns atletas ainda apresentaram,
antes do início da competição, um certo desequilíbrio em alguns destes fatores
estressantes principalmente, com o grupo de arremessadores que teve maior
tendência ao estresse, em relação ao grupo de rebatedores, talvez pelo fato da
cobrança por parte da comissão técnica te sido muito maior, o que sem dúvida,
pode afetar o desempenho destes atletas. O que se notou com freqüência foi
que os arremessadores que estavam escalados para a partida do dia seguinte
tinham uma alteração em seu comportamento e cada um deles apresentava
sintomas diferentes, mas de uma maneira geral, os principais sintomas eram:
sudorese aumentada, diminuição do apetite, aumento da irritabilidade e insônia.
Neste estudo pudemos notar que os arremessadores sofreram uma tendência
maior ao estresse, em relação aos outros jogadores, possivelmente em virtude
da cobrança maior sobre esses atletas da comissão técnica. A utilização da
Psicologia do Esporte pode ajudar aos componentes da comissão técnica para
que consigam trabalhar melhor as situações causadoras do stress e
consequentemente aumentarem a possibilidade de sucesso dos atletas
envolvidos.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/75_Anais_p403.pdf

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