O Tema da Saúde na Formação Superior em Educação Física

Por: Ivan Marcelo Gomes e .

XX Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte e VII CONICE - CONBRACE

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Resumo

1 INTRODUÇÃO
A Educação Física (EF), criada na modernidade, resguardou relações com a questão da saúde, inclusive, via a influência dos médicos higienistas (GÓIS JÚNIOR, 2013). Se, inicialmente, a EF tematizou o trato da saúde nas relações pedagógicas escolares, hoje, vemos a emergência de outros campos de atuação, por exemplo, o Sistema Único de Saúde (SUS). Entretanto, há apontamentos para uma espécie de insuficiência da formação para a atuação no campo da saúde pública (COSTA et al., 2012). Somado a isso, o fenômeno se complexifica num instante que o próprio campo vem convivendo com a divisão dos currículos de formação. Diante desse quadro, o presente estudo tem por objetivo investigar as presenças do tema da saúde na formação inicial em EF de cursos de licenciatura e bacharelado da Universidade Federal do Espírito Santo (UFES).

2 METODOLOGIA
Trata-se de uma pesquisa qualitativa de caráter documental (GIL, 2008). Após autorização da direção e dos colegiados dos cursos de bacharelado e licenciatura, foram acessados os Projetos Pedagógicos de Curso (PPC) de duas formações em EF da UFES.
Da licenciatura foram acessados os PPC’s de 1991, 2002, 2006, 2011 e o relatório que altera esse último – fornecidos pelo colegiado. Do bacharelado foi acessado o PPC de 2016 disponível no sítio eletrônico da instituição. Focou-se na leitura dos títulos e ementas das disciplinas que apresentavam relações com o tema da saúde com vista a compreender como se elaborou as presenças do mesmo nos currículos de formação inicial em EF.

3 APRESENTAÇÃO E ANÁLISE DOS DADOS
Foram encontradas referências ao tema da saúde nos currículos acessados. As perspectivas de saúde decorrem desde as biofisiológicas, orientadas por um entendimento restrito de saúde (ausência de doença), até compreensões humanísticas e sociais do fenômeno saúde a partir de um conceito ampliado.
Por exemplo, há um divisor de águas no curso de licenciatura entre os PPC’s de 1991 e 2006. Esse último assume a formação voltada para a identidade docente e alarga a compreensão de saúde a partir da perspectiva de uma saúde ampliada e não apenas a equação: atividade física=saúde (CARVALHO, 1998).
A partir desse currículo a saúde, na licenciatura, passa a se voltar para o ambiente escolar. Por outro lado, nesse período é constituído o bacharelado que se voltava para a formação de um profissional para os campos do esporte/lazer e saúde.
No PPC de 2011 (licenciatura) fortalecem-se as discussões relativas à saúde para espaços de intervenção pedagógica com a inclusão de novos componentes curriculares. Porém, em 2012, ambiguamente, apesar do estabelecimento de uma disciplina exclusivamente para discutir a relação EF escolar e saúde, outros componentes curriculares são excluídos comprometendo a presença que fora conquistada no currículo anterior.
Já no bacharelado observa-se a presença de duas disciplinas obrigatórias, sete optativas e o estágio em saúde, ambas voltadas, exclusivamente, para a formação para o campo da saúde pública. Há, porém, distintas perspectivas que vão desde aspectos biofisiológicos até discussões a partir da Saúde Coletiva.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Desde o PPC/1991, o tema da saúde ganha força e fôlego na licenciatura com distintas perspectivas. Inclusive, a partir das perspectivas de formação docente vai ganhando o foco para o ambiente escolar. Diferentemente, o bacharelado apresenta apenas um PPC, não possibilitando visualizar essa trajetória. Mas esse tema aparece de formas distintas, prevalecendo um enfoque biofisiológico.

Endereço: http://congressos.cbce.org.br/

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