O Trabalho Colaborativo da Equoterapia Como Apoio Pedagógico Para Crianças com o Transtorno do Espectro Autista.

Por: José Ricardo da Silva Ramos., Lucas Ferreira Paz e Roberta Fortes Fernandes.

XX Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte e VII CONICE - CONBRACE

Send to Kindle


Resumo

1 INTRODUÇÃO A relação estabelecida por um tipo de Educação Física homogênea limita o campo de atuação dos agentes escolares na escolarização da criança especial, colocando os agentes como meros cumpridores de programas e espectadores do progresso do aluno especial. Desse modo, buscamos, nesta experiência de ensino-aprendizagem, o suporte colaborativo (CHIOTE, 2012) da Equoterapia para compreender o processo de escolarização de um aluno com Transtorno do Espectro Autista (TEA) por meio um trabalho entre os agentes escolares do Centro de Atenção Integral a Criança (CAIC) Paulo Dacorso Filho – Seropédica/RJ com o Programa Institucional de Bolsas de Incentivo à Docência (PIBID-UFRRJ), em que destacamos a abordagem sociointeracionista (VIGOTSKY, 1999) para ressaltar o papel do outro e do cavalo na escolarização de um aluno autista. Partimos, nesse sentido, das abordagens dialógicas de Paulo Freire (1981), Bakthin (1992) e Vigotsky (1999) que nos forneceu elementos para a compreensão de um trabalho equoterápico colaborativo em que o sujeito com TEA pôde saber que suas formas de expressão possuem uma dimensão narrativa, no qual a presença do outro é fundamental (BOSA, 2002) 

Esta experiência pedagógica teve como objetivo central compreender os processos de escolarização de um aluno com TEA no contexto da perspectiva sociointeracionista, partindo de um estudo de caso de um aluno com TEA. Assim, investigamos por meio de observações sistemáticas, a pesquisa de campo e atividades equestres da Equoterapia buscamos compreender o aluno autista e com os agentes escolares procuramos mudar o olhar e o fazer pedagógico a partir de uma práxis colaborativa que favoreceu a escolarização e a permanência do aluno na escola. 

2 METODOLOGIA O trabalho equoterápico, metodologicamente expôs um trabalho pedagógico com o coletivo dos alunos típicos e atípicos e um trabalho com o cavalo individualizado, o qual o nosso aluno com TEA (estudo de caso) participa tem as seguintes fases 1) Saudação entre praticantes, mediadores e equipe; 2) Rodinha Inclusiva e exploração do mundo equoterápico com os mediadores e equipe; 3) Montaria com circuitos pedagógicos; 4)Trabalhos específicos com cada praticante; 5)Trabalho Coletivo: Roda inclusiva e exploração da interação e linguagem verbal; 6) Despedida dos cavalos, mediadores e Equipe. Desse modo, desconstruindo a rígida classificação etiológica clínica utilizando-nos de uma Equoterapia Educacional, com recursos pedagógicos para escolarização do aluno com TEA, a sua interação social e comunicação recíproca foram construídos com práticas pedagógicas inclusivas. 

3 RESULTADOS As atividades com e sobre o cavalo fazem parte de um processo maior, o qual a criança com TEA está inserida na escola. Os nossos resultados são diagnosticados como processos educacionais em que observamos os recuos, avanços e as possibilidades em todo o percurso de escolarização do aluno com TEA. Conversamos com a família, que sempre está presente nas sessões de Equoterapia, sobre a vida da criança fora da escola, recolhemos informações de todos os agentes escolares para inventarmos uma Educação Física colaborativa. 

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS 
A Equoterapia, que chamamos de inclusiva organizou, assim a mediação necessária para a compreensão do aluno especial, a criança com TEA e o seu fazer diferente de uma Educação Física inclusiva nas relações concretas com os agentes escolares, com o aluno com necessidades educacionais especiais, levando em consideração os conhecimentos construídos da práxis colaborativa entre todos os agentes escolares. 

REFERÊNCIAS: BAKTHIN, M. Estética e criação verbal. São Paulo: Martins Fontes, 1992 
BOSA, C. Autismo: atuais interpretações para antigas observações. In: BATISTA, C. R.; BOSA, C (Org.) Autismo e educação. Porto Alegre: Artmed, 2002. 
CHIOTE. F. de A. B. Inclusão da criança com autismo na educação infantil: trabalhando a mediação pedagógica. Rio de Janeiro: Wak Editora, 2013. 
FREIRE, Paulo. Conscientização: teoria e prática da libertação – uma introdução ao pensamento de Paulo Freire. 3ª edição. São Paulo: Cortez & Moraes, 1981. 
VIGOTSKY, L. S. A formação social da mente. 7. Ed. São Paulo: Cortez, 1999. 
_______________. Pensamento e linguagem. 3. Ed. São Paulo: Martins Fontes, 1999.

Endereço: http://congressos.cbce.org.br/

Comentários


:-)





© 1996-2020 Centro Esportivo Virtual - CEV.
O material veiculado neste site poderá ser livremente distribuído para fins não comerciais, segundo os termos da licença da Creative Commons.