O Uso da Máscara Cirúrgica Não Prejudica o Desempenho Nem Altera a Resposta Perceptiva em Uma Sessão de Exercício Resistido

Por: Bruno Pascoalini da Silva, Diego Braga de Oliveira, Hugo Barbosa Alves, João Guilherme Vieira, Lucas Assis Mendes Ferreira, Luciano José Coelho e Renato Erothildes Ferreira.

43º Simpósio Internacional de Ciências do Esporte Simpoce

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Resumo

INTRODUÇÃO: O uso de máscaras faciais tem sido recomendado pela Organização Mundial da Saúde como medida de proteção contra a COVID-19. Isso fez com que os praticantes de exercícios físicos passassem a utilizar a máscara durante seus treinamentos. No entanto, a utilização de máscaras ainda gera debates em torno de um potencial efeito negativo no desempenho, além de aumentar o incômodo com a sua utilização. OBJETIVO: Analisar a influência do uso de máscara cirúrgica sobre o desempenho e respostas perceptivas no exercício push up fechado. MÉTODOS: Foram recrutados sete participantes ativos do sexo masculino (32,1 ± 7,2 anos, 173,5 ± 4,3 cm, 77,0 ± 12,8 Kg, 25,5 ± 3,3 Kg/m2) que assinaram um Termo de Consentimento Livre e Esclarecido (TCLE). Foram realizadas duas sessões experimentais nas quais os participantes executaram um protocolo com e sem o uso da máscara cirúrgica. O delineamento do estudo foi cruzado com ordem contrabalançada, sendo empregado um intervalo entre as sessões de cinco dias. Inicialmente os participantes realizaram um aquecimento de uma série de 15 repetições no exercício push up fechado em um banco inclinado. Após um minuto de recuperação, foram orientados a iniciar o protocolo que consistiu na realização de seis séries até a falha muscular concêntrica em uma superfícieplanacomoscotovelosaoladodascostelas.O intervalo empregadoentreassériesfoideumminuto.O número de repetições por série foi contabilizado e somado para a obtenção do volume total de treino (VTT). O índice de fadiga (IF) também foi calculado a fim de mensurar o impacto sobre a capacidade de recuperação entre as séries.A percepção subjetiva de esforço da sessão (PSE) foi coletada 30 minutos após as condições e seu valor foi multiplicado pelo número de repetições (trainingimpulse). Umteste-t pareado foi aplicado para comparar as médias das variáveis dependentes numéricas entre as diferentes condições (com máscara vs. sem máscara). Para as variáveis categóricas foi aplicado o teste não paramétrico de Wilcoxon. Foi adotado um nível de significância de 5%. RESULTADOS: Não foram encontradas diferenças significativas entre as variáveis analisadas (Tabela 1). CONCLUSÕES: Conclui-se, que a utilização de máscara cirúrgica não prejudica o desempenho e não altera as respostas perceptiva sem uma sessão de exercício resistido pushup fechado até a falha concêntrica.

Endereço: http://celafiscs.org.br

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