O Uso de Suplementos Ergogênicos Pelos Jovens Freqüentadores de Academias em Fortaleza

Por: Alline Martins Alves Gonçalves.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

As pessoas que praticam atividade física nas academias estão mais expostas ao uso
de suplementos ergogênicos e nem sempre têm consciência das conseqüências
desse uso. Sendo assim, essa pesquisa tem por objetivo verificar a freqüência da
utilização de suplementos pelos homens de 20 a 30 anos de idade, praticante de
musculação na cidade de Fortaleza. O levantamento dos dados será importante no
sentido de conscientizar alunos e profissionais quanto ao uso incorreto e sem
orientação da suplementação, além de refletir sobre uma problemática que vêm
sendo discutida, mas que necessita de uma maior explanação e explicação. O
intrumento utilizado para pesquisa foi um questionário contendo perguntas objetivas
e subjetivas, com aplicação direta aos freqüentadores das academias, antes ou depois
da pratica da musculação. A partir das respostas coletadas, fez-se uma análise
quantitativa do assunto em questão. De acordo com a pesquisa, 50% dos entrevistados
já usaram alguma suplementação dentre o período, que variou entre um mês e 1 ano.
Foram citados alguns suplementos,como os hipercalóricos, isotônicos, aminoácidos,
creatina, ergogênicos nitrogenados, dextrose e maltodextrin, destacando-se a creatina
e os hipercalóricos por serem mais conhecidos e estarem ligados ao aumento da
massa muscular e da performance. Outro ponto importante da pesquisa é que 90%
dos entrevistados conhecem pelo menos um malefício do uso incorreto e sem
orientação de suplementação,sendo citados o desconforto gastrintestinal, alteração
no humor e sobrecarga metabólica de órgãos como fígado, rins e coração.Outro
ponto de estaque na pesquisa, é que dentre os 50% dos pesquisados que fazem uso
de suplementos. 30% desses fazem uso por iniciação própria.10% usam por indicação
do vendedor da loja, que na maioria das vezes não é um profissional especializado,
ou seja, um nutricionista ou médico, e as instruções passadas por ele, sobre o produto,
nem sempre são corretas e normalmente não falam sobre as conseqüências deste
uso indiscriminado. Apenas 10% fazem o uso com acompanhamento de um
profissional da saúde, um nutricionista esportivo, o que deveria ser feito pela grande
totalidade dos usuários de suplementação. Após verificar e analisar os resultados,
entendemos que deve haver um trabalho de conscientização não só dos alunos, mas
também dos professores de musculação para que eles possam associar o uso de
determinados suplementos...

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/66_Anais_p303.pdf

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