Oralidade na Obra a Cidade e a Infância de Luandino Vieira

Por: Valdéres Bilhas Autor Vazarin.

129 páginas. 2019 05/08/2019

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Resumo

O propósito desta dissertação é buscar compreender a história, a respeito da oralidade e a memória, bem como sua adequação ao gênero conto em A cidade e a infância do escritor angolano, José Luandino Vieira (2007). Neste sentido, ocorrerá esclarecimento entre a literatura de Luandino e a cultura angolana, com narrativas curtas e elementos advindos do mundo social dos musseques de Luanda, onde Luandino viveu desde criança, quando chegou de Portugal. Essa obra mostra, de maneira clara, a importância da oralidade como resgate dos antepassados e dos sonhos interrompidos na infância com metáforas fortes e marcantes. A coletânea apresenta o ponto chave de ruptura e mudança estética iniciada pela literatura de Luandino Vieira, apresentando contos curtos, sentimentos e situações ocultos até então, como a pobreza, a exploração, a miséria, a segregação, a imposição colonial e o preconceito. Esses elementos foram a mola impulsora do grande vigor na revolução literária angolana, e assegurou denúncias e diálogos entre a literatura e a história, destacando problemas sociais e revendo a cultura de um povo visando resgatar valores. Esses elementos serão analisados e apresentados considerando a tríade sociedade/cultura/literatura, que se fundamenta, no plano social, na imposição política dos colonizadores, no plano cultural, no resgate e na resistência em preservar os valores da ancestralidade, e, no plano literário, na afirmação de um sistema próprio de literatura, com introdução da língua kimbundu.

Endereço: http://hdl.handle.net/11449/183283

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