Organizações Empreendedoras do Terceiro Setor: Desafios Para a Sobrevivência no Contexto do Esporte Educacional e de Participação

Por: Ana Lúcia Castilho da Mota.

160 páginas. 2015 16/02/2015

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Resumo

As organizações empreendedoras do terceiro setor (OETS) desempenham um importante papel social no Brasil. No que diz respeito ao esporte educacional e de participação, as parcerias com os governos têm se mostrado um importante caminho para possibilitar a democratização da sua prática e contribuir para o desenvolvimento humano de crianças e jovens, sobretudo, os que vivem em situação de vulnerabilidade social, conforme garantidos por lei. Frente a este cenário, a presente pesquisa teve por objetivo identificar quais são os fatores que influenciam na sobrevivência de OETS que atuam com o esporte educacional e de participação. Os objetivos específicos visaram identificar OETS que atuam com o esporte educacional e de participação na Grande São Paulo; analisar como os fatores facilitadores e os fatores críticos influenciam na sobrevivência dessas OETS; e elaborar um esquema que sintetize a influência dos principais fatores facilitadores na sobrevivência dessas OETS. Para tanto, foi feita uma pesquisa de natureza exploratória e descritiva, cujo método foi o qualitativo, embasada na perspectiva fenomenológica. O instrumento eleito para a coleta de dados foi a entrevista apoiada em um roteiro semiestruturado, previamente revisado por dois especialistas. Foram entrevistados quatro fundadores e sete gestores e/ou coordenadores, perfazendo um total de 11 entrevistas. As sete organizações participantes da pesquisa são filiadas à REMS (Rede Esporte pela Mudança Social). Os dados foram tratados utilizando categorias de respostas de acordo com Flores (1994), contando com o apoio na categorização dos resultados do software Atlas TI. Os resultados foram organizados em quatro categorias e estas foram desmembradas. A pesquisa concluiu que, entre os principais fatores críticos para a sobrevivência das OETS estão a grande dependência de recursos incentivados, a insuficiência de financiamentos institucionais; pouca disponibilidade de verbas para os departamentos de comunicação, marketing e de captação de recursos, o modelo de financiamento ainda em construção no Brasil, a legislação que necessita de ser realinhada à realidade circundante e a dificuldade de mensurar resultados sociais. Em relação aos fatores facilitadores, os preponderantes foram a capacidade de articulação e de interlocução institucional e setorial com o poder público e com os diversos segmentos da sociedade, fazer parte de redes, a credibilidade e legitimidade da organização, o desenvolvimento de projetos que tenham relevância e impacto social, recursos humanos identificados com a causa social, a influência do setor na constituição de políticas públicas, a validação da metodologia, além da importância do empreendedor social.

Endereço: http://hdl.handle.net/123456789/777

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