Orientação Motivacional de Atletas Usuários de Cadeira de Rodas

Por: Fábia Freire da Silva, Guilherme Augusto de Souza Duim, Jéssica Almeida da Silva, José Roberto Andrade do Nascimento Junior e Paulo Ferreira de Araújo.

Caderno de Educação Física e Esporte - v.17 - n.2 - 2019

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Resumo

Objetivo: Identificar, comparar e correlacionar a orientação motivacional de atletas de Basquetebol em Cadeiras de Rodas (BCR), Rugby em Cadeiras de Rodas (RBC) e Handebol em Cadeira de Rodas (HCR) em situação de competição. Métodos: A amostra foi constituída por 36 atletas com deficiência física com idade entre 22 e 45 anos, do sexo masculino. O estudo foi realizado durante o Campeonato Brasileiro das equipes no ano de 2017, na cidade de Toledo (PR), Rio de Janeiro (RJ) e São Paulo (SP), respectivamente. O instrumento utilizado para a coleta dos dados foi o Questionário de Esporte de Orientação para Tarefa e Ego (TEOSQb). Os dados foram analisados por meio da estatística descritiva e inferencial, adotando-se como significância p<0,05. Resultados: Os resultados obtidos apresentaram orientação motivacional para tarefa (HCR=3,76; BCR=3,94; RCR=4,01) nas três modalidades estudadas, em relação a orientação motivacional para o ego (HCR=2,09; BCR=2,42; RCR=1,83). Conclusão: Conclui-se que os atletas de HCR, RCR, BCR possuem uma tendência a motivação orientada para a tarefa. Isto é, acreditam mais em seus esforços e são persistentes durante a aprendizagem e o aperfeiçoamento, ou seja, preocupam-se em executar o mais corretamente possível uma dada tarefa.

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