Os Estágios Curriculares Supervisionados nos Cursos de Licenciatura em Educação Física do Rio Grande do Sul: Impacto das 400 Horas

Por: Fabiana Celente Montiel.

133 páginas. 2010 00/00/0000

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Resumo

Um componente curricular importante para a formação inicial é o Estágio Curricular Supervisionado (ECS), o qual pode ser considerado o primeiro contato com a realidade profissional. Em 2002, o Conselho Nacional de Educação / Conselho Pleno (CNE/CP) através da Resolução nº 2 institui a duração e a carga horária dos cursos de Licenciatura, de graduação plena, de formação de professores de educação básica em nível superior, tendo os cursos que se adaptar a esta Resolução até 15 de outubro de 2005. A partir das mudanças advindas desta Resolução, a carga horária do ECS passa de 300 para 400 horas. Novidades e mudanças em situações pedagógicas nem sempre ocorrem como o esperado e mudanças geralmente têm um impacto inicial que, na sua implementação real, podem acarretar situações indesejadas; assim, buscou-se analisar as mudanças ocorridas nos cursos de Licenciatura em Educação Física (EF) do RS, e o impacto das mesmas, a partir das alterações curriculares atuais na legislação em relação ao ECS. O estudo abrangeu os cursos de Licenciatura em EF do RS, cursos-sede, sendo 17 Faculdades de Educação Física (FEF), criadas até 2000 e que no passado tiveram o ECS com 300 horas. Utilizou-se como instrumento de pesquisa questionários, os quais foram enviados para os coordenadores de curso das FEF e para os professores orientadores de ECS, sendo um professor de cada FEF. Também foram solicitados para análise o Projeto Pedagógico do Curso (PPC) das FEF estudadas, a fim de verificar, através de uma análise documental, a existência de carga horária mínima de 400 horas para ECS, a localização e distribuição do ECS na grade curricular, existência de pré-requisitos para a realização deste estágio e a harmonização entre as disciplinas cursadas. Foi possível verificar que os maiores impactos percebidos pelos coordenadores de curso e professores orientadores estão relacionados com o grande número de alunos em situação de ECS nas escolas, o que dificulta o atendimento aos alunos por parte dos professores. Outro fator salientado é que ainda há a necessidade de uma maior parceria entre escola e universidade, em que todos trabalhem juntos para a formação do futuro professor de EF. Em relação à localização dos ECS, estes aparecem de acordo com a nova legislação a partir da segunda metade do curso, facilitando a articulação entre teoria e prática, deixando de ser uma etapa isolada ao final do curso. Mesmo metade das FEF não apresentando mais pré-requisitos para a realização do ECS, elas sugerem uma sequência pedagógica para que o aluno esteja preparado para ingressar na escola. Entendemos que as mudanças implicam processos, sendo que eles levam certo tempo para sua conclusão, mas, mesmo assim, a partir das alterações estabelecidas pela Resolução CNE/CP 01/2002 e pela Resolução CNE/CP 02/2002, já foram percebidas mudanças positivas na estruturação dos cursos de Licenciatura em EF, na medida em que indicam o ideário, que no caso seria a interação entre teoria e prática nos cursos de formação de professores de EF do RS. 

Endereço: http://wp.ufpel.edu.br/ppgef/dissetacoes_2010/

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