Outro Olhar Sobre a Multidão: Práticas de Sociabilidades Entre os Torcedores Organizados dos Clubes de Recife

Por: Eduardo Araripe Pacheco de Souza.

160 páginas. 2012 16/02/2012

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Resumo

Uma série de relatos sobre episódios violentos protagonizados por Torcidas Organizadas nos estádios de futebol do Brasil foram registradas durante a década de 1990, promovendo grande repercussão na mídia e opinião pública nacionais, incentivando pesquisadores e teóricos do futebol a centrarem suas análises nas possíveis relações entre violência no futebol e Torcidas Organizadas. Este estudo tem como objetivo analisar as práticas de sociabilidades entre os torcedores organizados dos clubes de futebol de Recife/PE. Além de possibilitar que as causas geradoras da violência nos estádios sejam problematizadas sob perspectivas históricas e sociológicas, a relevância deste trabalho privilegia umaperspectiva antropológica ao propor um “outro olhar” sobre o fenômeno das Torcidas Organizadas. Através desse olhar relativizador, buscamos analisar e compreender as três maiores Torcidas Organizadas da cidade de Recife/PE através de sua organização social, suas práticas de sociabilidades e pelas repercussões causadas na dinâmica atual da forma de torcer nos estádios brasileiros. Ao imergirmos no campo da pesquisa, através das técnicas antropológicas de observação participante, interlocuções e entrevistas com torcedores -além da análise de dados secundários como documentos, estatutos e registros disponibilizados por órgãos públicos responsáveis pela organização do futebol em Pernambuco, possibilitou-nos compreender que esses grupos sociais –as Torcidas Organizadas, ao longo das últimas duas décadas, criaram novas possibilidades de interação, coesão e manutenção grupal. O estudo por fim, revela que as Torcidas Organizadas de futebol podem ser vistas não apenas como meros espectadores do futebol arte, e menos ainda, como potenciais protagonistas da violência urbana; o que oferecemos com nosso relato, é uma perspectiva de entender o fenômeno, não de forma apriorísticae determinista, mas como um campo fértil, rico em possibilidades e aberto a outros estudos, análises e pesquisas antropológicas.

Endereço: http://repositorio.ufpe.br/handle/123456789/19111

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