Padrão Postural e Dor na Região Lombar em Idosos com Alto Nível de Atividade Física

Por: Fabiane Rosa Gioda.

2008

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Resumo

Este estudo teve como objetivo avaliar as queixas de dor musculoesquelética em relação à postura lombar no plano sagital em idosos com alto nível de atividade física geral (NAFG). A amostra foi composta por 67 idosos sendo 50 mulheres e 17 homens com média de idade de 69 anos (DP=6), pertencentes ao Grupo de Estudos da Terceira Idade (GETI) da Universidade do Estado de Santa Catarina (UDESC). Os instrumentos utilizados foram: Questionário “Avaliação das Queixas de Dor na Coluna Lombar em Idosos”, Questionário Internacional de Atividade Física (IPAQ) e Plataforma Giratória para Avaliação Postural (PGAP).Os dados coletados foram analisados através da estatística descritiva, testes paramétricos e não-paramétricos, adotando-se um nível de significância de p≤0,05. Principais resultados: identificação de uma importante variação de tempo dispensado á realização de atividades físicas entre os idosos; o domínio das atividades domésticas foi o que mais colaborou para o NAFG; o tempo gasto em sedestação foi maior que o tempo gasto em atividades moderadas e vigorosas; o avanço da idade foi acompanhado de uma diminuição significativa na execução de atividades domésticas e no NAFG. Com relação à dor, esta foi referida pela maioria dos idosos sendo ao segmento lombar o mais referenciado. Os idosos jovens foram mais acometidos pela dor lombar que os idosos mais velhos. A freqüência de dor atual foi significativamente maior nos idosos que já a apresentavam antes dos 60 anos de idade. Não se observou relação significativa entre os altos níveis de atividade física geral e a dor na coluna lombar, porém o domínio da atividade doméstica, apresentou correlação positiva com a dor no segmento lombar da coluna vertebral. O índice da curvatura lombar% nesta amostra foi de 23,22 (DP=5,81); este índice teve comportamentos diferentes de acordo ao NAFG, sendo que esta diferença está expressa entre os níveis intermediários de AF em relação aos maiores e menores níveis (extremos). Nas idosas o índice lombar% teve maior valor do que nos idosos; a curva lombar teve comportamento semelhante nos grupos idosos com e sem dor lombar, bem como nos grupos idoso-jovem e idoso-idoso. Concluindo, os resultados obtidos através desta pesquisa, mostram que índices lombares maiores ou menores não influenciaram na presença de dor lombar, porém este índice parece sofrer influência dos diferentes NAFG. Apesar de haver uma alta prevalência de dor na coluna nos idosos deste estudo, esta não se manifesta de forma incapacitante o que pode estar relacionado ao fato destes idosos manterem um alto NAFG e praticarem exercício físico regularmente.

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