Padrões de Consumo Alimentar e de Atividade Física com Base em Dados do Vigitel

Por: Iolanda Karla Santana dos Santos.

130 páginas. 2018 15/02/2018

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Resumo

ntrodução Doenças crônicas não transmissíveis destacam-se como problema de saúde pública no Brasil. Os principais fatores de risco relacionados a essas enfermidades são tabagismo, consumo abusivo de bebidas alcoólicas, inatividade física, alimentação inadequada e excesso de peso. Alimentação adequada e prática de atividade física estão associadas com benefícios à saúde. Objetivo Estimar e analisar padrões de consumo alimentar e atividade física com base em dados do VIGITEL. Métodos Estudo transversal com a base de dados da Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico com seleção de indivíduos entre 18 a 44 anos. Inicialmente, foram estimados os indicadores tradicionais para esse grupo. Padrões de consumo alimentar foram identificados com Principal Component Analysis (PCA) para o período de 2007 a 2012. Na análise foram retidos os componentes com autovalores >1,0 e foram destacadas cargas fatoriais (CF) superiores a |0,2|. O teste de Kaiser-Meyer-Olkin foi utilizado para avaliar a adequação dos padrões formados ao conjunto de dados. O teste de Bartlett foi utilizado para testar a correlação das variáveis na população. Para cada indivíduo foi calculado um escore por padrão. As médias de escore foram apresentadas para cada padrão segundo sexo, escolaridade e ano de monitoramento. Em seguida foi criada variável de diferença do Índice de Massa Corporal ( IMC = IMC Atual IMC aos 20 anos). Modelagem de regressão linear multivariável tendo como desfecho IMC e modelagem de regressão de Poisson tendo como desfecho o indicador de obesidade foram conduzidas. Nas análises foi utilizado o peso pós-estratificação calculado pelo método rake para cada indivíduo. Resultados O aumento da prevalência de obesidade é constante e consistente, em 2006 a prevalência entre adultos de 18 a 44 anos foi estimada em 9,0 por cento e em 2016 atingiu 16,0 por cento. Na PCA foram retidos quatro componentes que em conjunto explicaram 55,9 por cento da variabilidade total dos dados. O Componente Principal 1 (CP 1) se caracterizou pelas variáveis com CF+ consumo semanal e diário de hortaliças, hortaliças cruas, hortaliças cozidas e frutas. O CP 2 se caracterizou pelas variáveis com CF+ feijão, carne vermelha, gordura e refrigerante ou suco artificial, e com CF- frango. O CP 3 se caracterizou pelas variáveis com CF+ frango, gordura e refrigerante ou suco artificial, e com CF- frutas, carne vermelha e leite. O CP 4 se caracterizou pelas variáveis com CF+ feijão, frango e leite. Observou-se que em média os indivíduos adultos aumentaram 3,29 Kg/m² após completarem 20 anos. Após ajuste multivariável, IMC mostrou-se inversamente associada com CP 1, CP 4, prática de atividade física no lazer e atividade física no trabalho. A variável IMC apresentou associação positiva com CP 2, CP 3, hábito de assistir à televisão 3 horas por dia e inatividade física. Conclusões Padrões de consumo alimentar caracterizados por hortaliças, frutas, feijão e leite e prática de atividade física no lazer e em atividades laborais estão associados com redução do IMC de maneira equivalente.

Endereço: http://www.teses.usp.br/teses/disponiveis/6/6138/tde-27022018-153833/pt-br.php

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