Paralesia Cerebral e Actividades Aquáticas: Aspectos Ligados a Saúde e Função Social

Por: Felipe José Aidar e J. Carneiro.

Motricidade - v.2 - n.2 - 2006

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Resumo

Resumo Fundamentação: os casos de Paralisia Cerebral (PC), têm aumentado nas últimas décadas em todo o mundo. No Brasil se estima que existam cerca de 30.000 a 40.000 novos casos a cada ano. A PC afeta o sistema nervoso central, sendo que a disfunção está predominantemente aliada à parte sensoriomotor, com distúrbios de tônus muscular, postura e movimentação involuntária. Objetivo: avaliar a área da função social em portadores de paralisia cerebral sumetidos a um programa de atividades físicas aquáticas, adotandose o Inventário de Avaliação Pediátrica de Disfunção (PEDI). Materiais e Métodos: foram acompanhadas 27 crianças portadoras de Paralisia Cerebral, em suas manifestações predominantemente espástica e atetosa, com idade variando de um ano e três meses a seis anos e sete meses. Foi utilizada a avaliação da função social, no que se refere à assistência do adulto e sua melhora antes e depois da prática de exercícios físicos aquáticos Foi utilizado para a avaliação o “Pediatric Evaluation Disability Inventory – PEDI”, na parte de função social. Resultado: houve melhoras signifi cativas na parte da função social nos alunos que foram submetidos a atividades físicas aquáticas. Discussão e Conclusão: os resultados encontrados no estudo, inferem tendências no sentido de que a prática de exercícios físicos aquáticos demonstram indícios de contribuição na melhora motora, com conseqüente melhoria na função social, trazendo uma maior independência para a criança portadora de Paralisia Cerebral. Palavras Chave: Paralisia Cerebral, Exercícios Aquáticos, Função Social Data de submissão: 20-04-2006 Data de aceitação: 20-05-2006 Paralisia cerebral e atividades aquáticas: aspectos ligados a saúde e função social Felipe José Aidar 1,3,4, André Carneiro 2,António Silva 1; Victor Reis 1; Nuno Garrido 1, Rui Vieira 1 Departamento de Ciências do Desporto - Universidade de Trás os Montes e Alto Douro 2 Faculdades Unidades do Norte de Minas (FUNORTE), Montes Claros, Minas Gerais, Brasil 3 Coordenadoria Estadual de Defesa Civil de Minas Gerais, Gabinete Militar do Governador (CEDEC/GMG - MG), Belo Horizonte, Minas Gerais, Brasil 4 Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais Aidar, F. J.; Carneiro, A; Silva, A.; Reis, V; Grarrido, N; Vieira, R.; (2006). Paralesia cerebral e actividades aquáticas: aspectos ligados a saúde e função social. Motricidade 2 (2): 109-116 109 { Investigação miolon2-vol2b.indd 47 17-07-2006 0:01:30 Abstract Cerebral palsy and aquatic activities: on aspects the health and social function Fundamentation: the Cerebral Palsy (PC) cases, have increased in the last decades in all the world. In Brazil if esteem that exists about 30.000 the 40.000 new cases to each year. The PC affects the central nervous system, being that the disability allied predominantly to the sensoriomotor part, with riots of muscular tonus, position and involuntary movement. Objective: to evaluate the area of the social function in cerebral palsy carriers submit to one program of aquatic physical activities, adopting itself Pediatric Evaluation Disability Inventory - PEDI. Materials and Methods: carrying 27 children with Cerebral Palsy had been folloied, in spastic and athetoid predominant manifestations, with age varying of one year and three months the six years and seven months. The evaluation of the social function, in that if it relates to the assistance of the adult and its improvement before and after the practical one of aquatic physical exercises was used for the evaluation the “Pediatric Evaluation Disability Inventory - PEDI”, in the part of social function was used. Results: it had signifi cant improvements in the social part of the social function in the pupils who had been submitted the aquatic physical activities. Discussion and Conclusion: the results found in the study, infer trends in the direction of that the practical one of aquatic physical exercises demonstrates indications of contribution in the motor improvement, with consequent improvement in the social function, bringing a bigger independence for the carrying child of Cerebral Palsys. Key Words: cerebral palsy, aquatic exercises, social function Introdução A paralisia Cerebral segundo a World Health Organization – WHO 32, é denominada também como encefalopatia crônica não progressiva da infância. Os distúrbios se caracterizam pela falta de controle sobre os movimentos, isto devido a modifi cações adaptativas musculares, comprimento muscular e até com deformações ósseas 27. O quadro tende a comprometer o processo de aquisição de habilidades e com prossibilidade prejudicar atividades cotidianas realizadas por crianças durante o seu desenvolvimento 20,30. No Brasil, se estima que ocorram cerca de 30.000 a 40.000 novos casos a cada ano8. Em outros países considerados em vias de desenvolvimento, a incidência pode chegar a sete casos por 1.000 nascimentos 10. Nos países considerados desenvolvidos, a Paralisia Cerebral tem apresentado prevalência de casos considerados moderados e severos, com incidência indicada de cerca de 1,5 a 2,5 por grupo de 1.000 nascimentos 12,26. A gravidade do comprometimento neuromotor de uma criança com Paralisia Cerebral pode ser caracterizada como leve, moderada ou severa, e a gravidade apresenta relação direta com o meio de locomoção da criança 23,25. Para WHO 32, a Paralisia Cerebral pode também resultar em incapacidade, como limitações no desempenho de atividades e tarefas cotidianas da própria criança e de seus familiares. Dentro desta premissa, o presente estudo tem por objetivo a avaliação na área da função social de um programa de atividades físicas aquáticas, adotando-se o Inventário de Avaliação Pediátrica de Disfunção (PEDI) 14. 110 { Investigação miolon2-vol2b.indd 48 17-07-2006 0:01:30

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