Participação de Atletas na Dança Esportiva em Cadeira de Rodas no Brasil.

Por: Michelle Aline Barreto.

III Congresso de Ciência do Desporto

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Introdução: A dança em cadeira de rodas é entendida como uma prática motora de variados estilos de dança sobre a cadeira de rodas proporcionando assim a inclusão de um maior número de pessoas no universo da dança (FERREIRA, 2008). Segundo Krombholz (2001) esta dança pode ter caráter artístico ou competitivo. A dança esportiva em cadeira de rodas como é chamado o estilo de competição, possui duas categorias: standard - composta pelos ritmos - Valsa, Tango, Valsa Vienense, Slow Foxtrot e Quickstep - e outra denominada danças latinas - Samba, Cha-cha-chá, Rumba, Passo Doble e Jive (RIED et al., 2003), no Brasil apenas esta última categoria é disputada em campeonatos oficiais. Enquanto esporte o país realiza campeonatos desde 2002, quando houve o I Campeonato Brasileiro de Esportiva em Cadeira de Rodas na cidade de Campinas - SP, à partir de então, estes ocorrem anualmente contanto com representantes de diversos estados.

Objetivo: o propósito da pesquisa foi fazer um levantamento documental para verificar a adesão dos atletas na modalidade esportiva de dança em cadeira de rodas.

Metodologia: Trata-se de uma pesquisa histórica com caráter descritivo que teve como fonte documentos cedidos pela Confederação Brasileira de Dança em Cadeira de Rodas (CBDCR). Resultados: A partir da análise de súmulas dos campeonatos já ocorridos no Brasil construímos a tabela descritiva abaixo:
Campeonatos Brasileiros de Dança Esportiva em Cadeira de Rodas

Edição do Campeonato Data Cidade/Estado Número de Atletas

1° Campeonato 26/novembro/2002 Campinas/SP 26

  • 2° Campeonato 14/novembro/2003 Mogi da Cruzes/SP 30
  • 3° Campeonato 18/dezembro/2004 São Paulo/SP 08
  • 4° Campeonato 27/novembro/2005 Juiz de Fora/MG 14
  • 5° Campeonato 17/junho/2006 Piracicaba/SP 16
  • 6° Campeonato 17/novembro/2007 João Pessoa/PB 14
  • 7° Campeonato 19/julho/2008 Santos/SP 20

Tabela 1: Campeonatos e participação dos atletas. Fica visível que há grande variação dos atletas e no número desses participantes nas competições oficiais realizadas pela confederação. Verificamos apenas uma dupla que participou consecutivamente de todos os campeonatos. E um número relativamente alto de duplas que desistiram de participar ao logo desses sete anos de eventos.

 Conclusão: Temos alguns indícios que podem ser identificados através de documentos e ofícios da CBDCR para justificar essa inconstância: o primeiro se deve ao fato da modalidade ter sido implantada há pouco tempo no país, tendo raízes nos estilos europeus de competição de dança e por isso depender diretamente de professores do exterior para difundir as técnicas e regras; de outro lado temos o fato da modalidade não fazer parte do quadro das competições paraolímpicas, sendo assim não tem muita visibilidade e ainda não recebe grande incentivo financeiro do governo.

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