Pequenos Jogos no Basquetebol: a Influência do Curinga e da Superioridade Numérica no Comportamento Tático e na Eficácia das Ações Técnicas

Por: Laura Beatriz Faleiro Diniz.

80 páginas. 2020 02/03/2020

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.Resumo

Os pequenos jogos apresentam crescente interesse científico e utilização no processo de ensino-aprendizagem-treinamento no basquetebol, visto sua capacidade de estimular simultaneamente diferentes capacidades relacionadas ao desempenho esportivo e possibilitar ênfase a aspectos específicos do treinamento, enquanto permite maior participação dos praticantes. Estudos verificaram diferentes respostas e comportamentos em pequenos jogos que manipularam o número de jogadores. Entretanto, as comparações, na maioria das vezes, consideram jogos apenas em igualdade numérica, além de dar ênfase a aspectos físicos e fisiológicos. O objetivo deste estudo foi comparar o comportamento tático e eficácia das ações técnicas em três pequenos jogos: 3vs.3 (igualdade numérica), 3vs.2 (superioridade numérica) e com a inserção do jogador curinga (3vs.3+1). 45 escolares de ambos os sexos com idade entre 10 a 12 anos participaram do estudo. Realizou-se a coleta em 4 sessões de 1 hora de duração, nas quais as equipes realizaram 10 jogos de cada configuração, totalizando 30 jogos. Os pequenos jogos contaram com 4 minutos de duração e no mínimo 2 minutos de pausa passiva. Avaliou-se o comportamento tático e a eficácia das ações técnicas por meio dos itens do GPAI. Foi realizada estatística descritiva pelo reporte da mediana e dos intervalos interquartílicos e o comportamento tático e a eficácia das ações técnicas foram analisados a partir do teste de Friedman (p≤0,05). Também foi calculado o tamanho do efeito r.. Todas análises, exceto o tamanho do efeito, foram realizadas no software SPSS 19.0. Resultados apontaram diferenças significativas entre os pequenos jogos relacionados à eficácia das ações técnicas nos itens ineficácia do passe (3vs.3>3vs.2); ineficácia da recepção (3vs.2=3vs.3+1>3vs.3); eficácia do rebote (3vs.2>3vs.3 e 3vs.3+1) e as ações táticas sem bola nos itens suporte (3vs.3>3vs.3+1 e 3vs.2) e marcação (3vs.2>3vs.3 e 3vs.3+1). Tais resultados implicam no planejamento do processo de ensino-aprendizagem-treinamento, visto que sugerem diferentes comportamentos provenientes da manipulação do número de jogadores. Sugere-se o 3vs.2 quando treinadores objetivem enfatizar aspectos defensivos. Por outro lado, o 3vs.3 parece dar mais ênfase na movimentação e desmarque buscando receber a bola.

Endereço: https://sucupira.capes.gov.br/sucupira/public/consultas/coleta/trabalhoConclusao/viewTrabalhoConclusao.xhtml?popup=true&id_trabalho=10734013

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