Percepção de Competência Atlética e Prática Organizada de Adolescentes: Análise de Restrições Individuais e Ambientais. Recife

Por: Dayana da Silva Oliveira.

67 páginas. 2015 26/02/2015

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Resumo

A Percepção de Competência Atlética (PCA) refere-se à percepção do indivíduo na execução de habilidades esportivas, jogos e demonstração de suas capacidades atléticas e ela interfere na persistência de adolescentes na prática de atividade física. Restrições individuais como o sexo e o status maturacional, assim como, restrições ambientais, tais como as Práticas Organizadas em esportes, artes marciais e danças parecem contribuir para a PCA de adolescentes. Entre os estudos que compararam a PCA de rapazes e moças que estavam ou não envolvidos em práticas organizadas, os adolescentes foram avaliados apenas quanto à prática atual, desconsiderando seu histórico de práticas (PO total); além disso, apenas consideraram o sexo, e não o status maturacional como possível fator interveniente na PCA. Assim, o objetivo do presente estudo foi investigar a PCA de adolescentes de acordo com o sexo, e a relação entre a PCA de rapazes e moças e o tempo total gasto em práticas organizadas em esportes, artes marciais e danças (PO total), considerando o status maturacional desses indivíduos. Este é um estudo transversal, descritivo, correlacional e de comparação entre grupos, realizado com adolescentes (N=213; n=128 moças) entre 13 a 16 anos de idade. Os indivíduos foram avaliados quanto a PCA, por meio do questionário Self-Perception Profile for Adolescents e a PO total (prática prévia + atual), por meio de um questionário semiestruturado, elaborado e validado para o presente estudo: Questionário de atividades físicas organizadas em esportes, artes marciais e danças para adolescentes. A partir das respostas dos participantes ao questionário sobre PO foi possível extrair o tempo total de meses gastos em PO. O status maturacional dos indivíduos foi determinado pelo cálculo do pico de velocidade de crescimento, por meio das medidas de massa corporal, estatura, e altura tronco-cefálica. A análise dos dados foi realizada por meio de comparação entre grupos (sexos) e correlações bivariada e parcial, considerando o status maturacional de ambos os sexos. Foi utilizado o pacote estatístico SPSS 17.0, adotando-se p<0,05 como nível de significância. A comparação entre os sexos (U de Mann-Whitney) de acordo com a PCA mostrou haver diferença significante entre rapazes e moças (Z=-4,170, p<0,01; ES=0,35), com superioridade dos rapazes. O resultado da correlação parcial entre PCA e PO total, considerando o status maturacional mostrou que houve uma relação positiva, moderada e significante tanto para as moças (rho=0,40; p<0,01), quanto para os rapazes (rho=0,40; p<0,01). Diante dos resultados encontrados, conclui-se que os rapazes apresentaram escores mais elevados de PCA do que as moças, o que sugeriu uma diferença entre os sexos na avaliação da PCA dos adolescentes desta amostra; houve o ajuste da covariável status maturacional na relação principal, mostrando que independente do status maturacional dos indivíduos, houve uma relação positiva entre PCA e PO total de moças e rapazes. Portanto, os achados da presente investigação sugerem que as restrições individuais e ambientais analisadas estão relacionadas à percepção de competência atlética dos adolescentes.

Endereço: http://w2.atrio.scire.net.br/upe-papgef/pub/ThesisViewAll.do?method=viewAll&id=107&pg_query=25670724912698883&pg_range=5

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