Percepção Corporal de Pacientes Cronificados em Hospital Psiquiátrico

Por: Maria da Consolação Gomes Cunha Fernandes Tavares e Silvana Venâncio.

VI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Tendo sido convidada a integrar um grupo que orienta pacientes cronificados do Hospital Psiquiátrico Cândido Ferreira, deparei-me com o fenômeno chamado loucura e, com ele, a questão: "O que um profissional de Educação Física poderia fazer diante disso"? Para responder a tal questão foi preciso retomar o papel que um profissional dessa área ocupa na sociedade. Em seu trabalho, os profissionais ligados à Educação Física utilizam as atividades corporais como principal conteúdo de suas propostas. O conhecimento para utilizar esse recurso é o que nos destaca dos profissionais de outras áreas da atividade humana. A concepção que orientou o presente trabalho de pesquisa tem sua fundamentação nas atividades desenvolvidas por este pesquisador que, como profissional de Educação Física, tem seu olhar dirigido à educação corporal, ou seja, à promoção do corpo como espaço e movimento, como expressão e linguagem. E é na perspectiva de uma Educação Física que eduque corporalmente, que acredito poder ser criado um espaço favorável aos pacientes cronificados, no qual possam desenvolver e manifestar a percepção de seu próprio corpo. O corpo não pode ser considerado como um simples instrumento de realizações. Quase sempre que se faz uma atividade, menosprezam-se os meios utilizados na ação, em função do objeto a atingir: fazemos algo com o corpo para atingir um objeto fora do corpo.

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