Percepção da Dimensão Corporal de Adolescentes Participantes do Programa Superescola de Praia Grande

Por: Estefânia de Araújo Santos Noronha.

117 páginas. 2015 09/12/2015

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Resumo

Esse estudo tem como objetivo mensurar a percepção da dimensão corporal percebida e imaginada de adolescentes participantes do Programa SuperEscola de Praia Grande. Participam da pesquisa 20 adolescentes entre 10 e 15 anos, divididos em dois grupos: participantes do Programa SuperEscola e participantes de Práticas Escolares. Para analisar as percepções da dimensão corporal percebida sem auxílio da visão (IPC percebido) foi aplicado o Teste de Marcação do Esquema Corporal (IMP - Image Marking Procedure) que, a partir desse estudo, foi ampliado afim de analisarmos a percepção corporal imaginada com auxílio da visão (IPC imaginado). Para analisar o histórico de atividades motoras foi aplicado o Questionário de Atividades Motoras Atuais e Pregressas (praxia fina), elaborado pelo Laboratório de Percepção Corporal e Movimento da Universidade São Judas Tadeu. Após as análises estatísticas constatamos que o grupo SuperEscola apresentou IPCs percebido e imaginado classificado como adequados enquanto o grupo Práticas Escolares apresentou superestimação da percepção dimensional do corpo percebida e imaginada. A análise dos IPCs segmentares percebido e imaginado indicou que o grupo Práticas Escolares apresentou distorção maior que o grupo SuperEscola em relação a todos os segmentos corporais analisados. Os resultados indicam a superestimação do segmento cintura entre ambos os grupos, no entanto constatamos que a superestimação do segmento cintura é relativamente maior entre o grupo Práticas Escolares. Ao analisarmos os adolescentes de acordo com o sexo e a prática de atividade física extra escolar, identificamos que independente da prática de atividade física extra escolar as adolescentes de ambos os grupos superestimam as dimensões do segmento cintura, no entanto essa superestimação é maior entre as adolescentes do grupo Práticas Escolares. A análise dos desenhos representativos das projeções do contorno corporal entre os grupos mostrou que os adolescentes não participantes do Programa SuperEscola apresentam maior desorganização na percepção dos segmentos corporais. Por meio do questionário aplicado constatamos em relação ao crescimento físico que o grupo SuperEscola percebe coerentemente o que de fato acontece em relação ao crescimento durante a fase da adolescência. Constatamos que as horas semanais dispendidas em atividades motoras atuais, os meses dispendidos em atividades pregressas, as atividades praticadas na infância e as horas semanais dispendidas em atividades de praxia fina não apresentaram correlação estatisticamente significativas com os IPCs Percebido e Imaginado. Concluímos que os adolescentes participantes do Programa SuperEscola apresentaram uma melhor adaptação ás mudanças pronunciadas pela puberdade apresentando uma percepção dimensional percebida e imaginada mais apurada em decorrência da prática de atividade física.

Endereço: http://www.usjt.br/pgedf/conteudo/banco-de-dissertacoes.php?ano=2015

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