Percepção de Vida, Estratégias de Enfrentamento e Capacidade de Resiliência em Competições do Esporte Orientação Pedestre

Por: Fúlvio Rodrigues Valeriano.

53 páginas. 2011 00/00/0000

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Resumo

Esta pesquisa aborda a psicologia do esporte, tendo como foco a modalidade esportiva orientação pedestre e sua relação com alguns aspectos pontuais da saúde mental. Orientação pedestre é um esporte com mais de um século de existência e originária dos países nórdicos, no qual o praticante ou atleta, portando um mapa detalhado do terreno e uma bússola, deve encontrar pontos de controle específicos marcados no seu mapa (IOF, 2009; Pasini, 2004; 2007; Friedman, 2007). Como a orientação é um esporte que tem conquistado mais adeptos nos últimos vinte anos, no Brasil, muitas questões ainda estão sem resposta. Esta pesquisa pretendeu compreender elementos do desempenho que parecem estar relacionados à percepção de vida, capacidade de resiliência e estratégias de enfrentamento do praticante de orientação pedestre baseando-se em uma vertente da psicologia, a Psicologia Positiva, que foca a análise das forças e virtudes da psique humana. Utilizou-se para a avaliação do grau de percepção de vida, o Teste de Orientação da Vida revisado (TOV-R), validado no Brasil por Bandeira, em 2002. A capacidade de resiliência e as estratégias de enfrentamento foram avaliadas por meio de questionário de perguntas dissertativas. Para a caracterização da amostra foi construído um questionário sócio-demográfico. Participaram da amostra 54 sujeitos, 37 homens e 17 mulheres que responderam ao TOV-R, questionário sóciodemográfico e o questionário de perguntas dissertativas. Para análise dos dados foram criado três grupos baseado na classificação obtida em competições o grupo 1 foi composto dos três primeiros colocados, o grupo 2 os indivíduos com classificação de quarto à sexta colocação e o grupo 3 os indivíduos que obtiveram classificação abaixo da sexta posição. Os resultados indicaram uma relação inversamente proporcional quando comparou se os resultados em competição e escores do TOV-R, nos indivíduos do grupo 1, ou seja, quanto maior os escores no TOV-R mais baixo foi a classificação na competição para o grupo dos três primeiros colocados. Para os indivíduos do grupo 2 e grupo 3 o comportamento da distribuição dos dados foi diretamente proporcional, ou seja quanto maior o escore atingido melhor a classificação. O escore médio da amostra para o grau de percepção de vida foi 18,75 (DP + 3,49), a mediana de 19,14 e o valor de maior frequência foi 20. O valor mínimo e máximo da amostra foram, respectivamente, 11 e 24. O valor médio do grau de percepção de vida é um valor bastante representativo uma vez que representa 78% do valor máximo do TOV-R. Para esta análise conclui- se que os indivíduos que classificam se entre os primeiros colocados, não apresentam um escore próximo do valor máximo do TOV-R; observando que o valor mínimo do teste em questão para esta amostra foi 11 ou seja todos os indivíduos apresentam elevado grau de percepção de vida. Os resultados também indicam que os praticantes apresentam boa saúde mental nos aspectos pertinentes à percepção de vida com relação a eventos futuros, o que vem a corroborar com o fato da grande maioria dos praticantes (92,6%) apresentarem um estilo de enfrentamento pela resolução de problemas e 48% apresentarem relatos de comportamento resiliente. 

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