Percepção do Papel do Exercício Físico no Envelhecimento

Por: A. D. Chaves, L. A. D. Reis, R. Simões, S. A. Silva e W. W. Moreira.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

A prática de exercício físico é preconizada pela literatura e pela maioria dos profissionais de saúde. Sendo assim, os estudos nos últimos anos demonstraram os benefícios dessa prática que são cada vez mais popularizados, nos quais os estudos demonstram que a população tem buscado acesso a essas informações. A realização de exercícios compatíveis com as peculiaridades e necessidades básicas de cada indivíduo favorecem o aumento de sua capacidade funcional, além de prevenir doenças e promover uma longevidade, qualidade de vida, independência e saúde em sua mais ampla concepção. O objetivo deste trabalho foi entender qual o papel do exercício físico no envelhecimento sob a ótica do entrevistado. Nesse estudo foram entrevistados 63 adultos e idosos, sendo 9 homens e 54 mulheres, com idades entre 40 e 91 anos, alcançando uma média de 65,77 ± 9,92 anos de idade. O instrumento de pesquisa utilizado foi um questionário estruturado, contendo itens que caracterizaram a amostra, além da pergunta: qual o papel do exercício físico no envelhecimento? A resposta para esse questionamento deveria vir em ordem crescente de prioridades dentre as seguintes alternativas: fazer amigos; manter a mente ativa; prevenir doenças, melhorar a saúde; se sentir mais jovem, bonito e ser independente no dia a dia. Os resultados encontrados apontam que quanto à escolaridade, 38,10% dos entrevistados possuíam ensino fundamental incompleto, 19,05% ensino fundamental completo, 11,11% ensino médio incompleto, 19,05% ensino médio completo, 7,93% ensino superior completo, 1,58 % ensino superior incompleto e 3,18% pós-graduação completa. As graduações são nas áreas de odontologia e pedagogia, já as pós-graduações nas áreas de odontologia protética e odontologia ortodôntica. Quanto à ocupação atual, 63,5% são aposentados, 14,28% exercem trabalho remunerado, 22,22% exercem trabalho não remunerado e 9,5% são aposentados e exercem trabalho não remunerado. Quanto ao estado civil, 46% são casados, 28,6% são viúvos, 11,1% são solteiros, outros 11,1% são divorciados e 3,2% estão em uma união estável. Os resultados apontam, ainda, as prioridades quanto ao papel do exercício físico para os entrevistados, que foram: 1) prevenir doenças (30,16%); 2) manter a mente ativa (28,57%); 3) fazer amigos (65,08%); 4) ser independente (47,62%) e 5) se sentir mais jovem (65,08%). Concluiu-se com este trabalho que a presente amostra nos aponta a prevenção de doenças como a preocupação premente dos entrevistados, pois a prática regular de exercício físico é a maneira mais assertiva para obtenção de bem estar. Entretanto, para os entrevistados o exercício físico perpassa o bem estar físico e mental sendo extremamente relevante seu papel humano e social.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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