Percepção Subjetiva de Esforço em Testes com Cargas Constantes na Diferenciação da Capacidade Funcional de Idosos

Por: Douglas Martins de Souza.

88 páginas. 2014 24/02/2014

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Resumo

O objetivo do estudo foi verificar se a percepção subjetiva de esforço reportada em testes com cargas constantes pode ser utilizada para diferenciar a capacidade funcional de idosos. A amostra foi composta por 39 idosos acima de 60 anos, sendo quatro homens (68,7 ± 6,1 anos; 85 ± 25,1 kg; 1,70 ± 0,3 m; 29,7 ± 8,5 kg/m2 ) e 35 mulheres (67,1 ± 4,9 anos; 69,2 ± 8,8 kg;1,56 ± 0,4 m; 28,44 ± 2,2 kg/m2 ). Todos foram ao laboratório em 4 dias diferentes, com intervalo de 7 dias entre cada avaliação. Os dois primeiros dias serviram de familiarização para os testes a serem realizados no 3o e 4o dias, além de serem coletados dados de força máxima para membros superiores e inferiores, capacidade funcional e nível de atividade física. Nos dois últimos dias foram aplicados testes físicos submáximos, com carga constante, para membros superiores (flexão e extensão de cotovelos durante um minuto com carga de 2kg em cada braço para mulheres e 3kg para os homens) e outro para membros inferiores (teste de caminhada em esteira durante 5 minutos a 4 km/h), com anotação da percepção subjetiva de esforço ao final de cada teste. Estes testes foram separados por questionários que determinaram o nível de capacidade funcional dos idosos. Foi verificado um excelente nível de reprodutibilidade da escala de percepção subjetiva de esforço entre as sessões de teste e re-teste para caminhada na esteira (ICC = ,986; IC95% = ,974 - ,993) e flexão bilateral de cotovelo (ICC = ,965; IC95% = ,932 - ,981), além de não haver diferença significativa da percepção subjetiva de esforço na caminhada em esteira entre as duas sessões (teste = 13 ± 2 u.a.; re-teste = 13 ± 2 u.a.) e flexão bilateral de cotovelo (teste = 12 ± 2 u.a.; re-teste = 12 ± 2 u.a.). Houve forte relação entre a percepção subjetiva de esforço na caminhada em esteira e as atividades básicas da vida diária (rs = .79; p < .0001) e flexão bilateral de cotovelo com as atividades instrumentais da vida diária (rs = -.74; p < .0001). Os resultados da análise de curva ROC demonstraram que as áreas sob as curvas foram significativas para a percepção subjetiva de esforço nos testes de caminhada na esteira (área = ,943; IC95% = ,877 – 1.00; p < ,001) e flexão e extensão de cotovelos (área = ,924; IC95% = ,828 – 1,00; p < ,001). Para ambos os testes, o valor de corte da percepção de esforço foi 13 u.a., sendo que valores iguais ou maiores que este os idosos foram classificados com incapacidade funcional. Portanto, a percepção subjetiva de esforço é sensível para diferenciar a capacidade funcional de idosos em testes submáximos com carga constante, tanto para membros inferiores quanto para superiores.

Endereço: http://www.pgedf.ufpr.br/Dissertacoes.html

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