Percepções e Perspectivas do Deficiente Visual em Uma Prática de Hidroginástica Adaptada

Por: C. Zanella, R. R. Goulart e V. Q. Silvestrin.

IX Congresso Internacional de Educação Física e Motricidade Humana XV Simpósio Paulista de Educação Física

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Resumo

Já não é de hoje que a prática de atividades físicas possibilita uma alternativa de inclusão às pessoas com deficiência visual, em que os benefícios vão muito além dos ganhos físicos e motores, destacando o convívio social e o estímulo a autonomia e independência. Entende-se por deficiente visual é o indivíduo que possui uma perda total ou parcial da visão por causas congênitas ou adquiridas, tendo este sentido limitado ou ausente. Nesta pesquisa, destaca-se a hidroginástica adaptada como foco do estudo, onde a pessoa com deficiência visual irá executar os movimentos com base nas orientações verbais e táteis. Devido a isso, o objetivo geral desta pesquisa foi identificar a percepção e a perspectiva que indivíduos deficientes visuais, praticantes da modalidade apresentam através da análise das aulas de hidroginástica adaptada. Participaram do estudo, oito pessoas com deficiência visual, cegueira ou baixa visão, de ambos os sexos, que participam de um programa de atividade física adaptada em uma instituição de ensino superior de Caxias do Sul, bem como a professora de hidroginástica do grupo. A metodologia caracteriza-se por uma pesquisa qualitativa, descritiva e de corte transversal, a mesma foi realizada entre os meses de abril e novembro de 2014. Quanto aos procedimentos e instrumentos, foram realizadas quatro observações e em seguida aplicadas as entrevistas - com a professora e com os praticantes. Após aplicação dos instrumentos, as informações foram organizadas destacando as principais categorias de análise para discutir os resultados. Essa categorização foi dada com base no que foi relevante na pesquisa e confrontado com a literatura da área, com a finalidade de contribuir com reflexões relevantes a respeito da temática estudada. Destacam-se as seguintes categorias: a) posicionamento da professora para orientação das atividades: na água, contribuições do monitor; b) estratégias metodológicas de orientação: toque e contato físico, descrição verbal dos movimentos, sem música; c) estrutura da turma: poucos alunos e utilização do espaço; d) contribuições definidas pelos próprios alunos: satisfação pela atividade, ganhos físicos e psicossociais; e) perspectivas: altura do nível da água, motivação, diminuição do barulho, aumento do número de aulas semanais. Para concluir, acredita-se que alguns ajustes poderiam ser realizados para tornar a prática da hidroginástica adaptada ainda mais efetiva como: realizar os exercícios mais para o fundo da piscina, fazendo com que a água fique na altura do peito; motivar ainda mais os alunos; que o horário da atividade fosse só para a prática da hidroginástica adaptada dos deficientes visuais, assim não teria barulho para atrapalhar e uma música com volume mais baixo poderia deixar a aula mais divertida. Finalizando, seria aconselhável a realização das aulas mais de uma vez por semana, intensificando os benefícios da prática de exercícios físicos regularmente.

Endereço: http://www.periodicos.rc.biblioteca.unesp.br/index.php/motriz/article/view/10060/10060

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