Perfil Antropométrico e Fisiológico dos Jogadores de Rugby Portugueses - Parte II: Comparação Entre Atletas de Diferentes Níveis Competitivos

Por: António Miguel da Cruz-ferreira e Carlos Alberto Fontes Ribeiro.

Revista Brasileira de Medicina do Esporte - v.19 - n.1 - 2013

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Resumo

INTRODUÇÃO: Desde a introdução, em 1995, do profissionalismo, que os estudos publicados têm vindo a apontar para uma maior diferenciação dos atletas, em todos os níveis, para cada uma das posições. Todavia, apesar de serem comuns em países onde o rugby é mais popular, nenhum estudo procurando caracterizar do ponto de vista antropométrico e fisiológico o atleta de rugby português foi, até agora, publicado. Procuramos avaliar e caracterizar antropométrica e fisiologicamente os atletas de rugby portugueses de diferentes níveis competitivos, estudando as seguintes variáveis: idade, massa corporal, estatura, composição corporal, capacidade aeróbia máxima, aceleração, velocidade e agilidade. 
OBJETIVOS: Caracterizar antropométrica e fisiologicamente os atletas de rugby portugueses, procurando identificar eventuais diferenças entre atletas de patamares competitivos distintos. Comparar os resultados obtidos com os demais trabalhos já publicados. 
MÉTODOS: Avaliamos 46 jogadores de rugby de duas equipes a disputarem competições nacionais seniores masculinas em escalões distintos. Dos 46 atletas avaliados, 24 pertenciam a uma equipe semiprofissional e 22 a uma equipe amadora. Os atletas foram submetidos a uma avaliação antropométrica através da determinação das suas estaturas, massas corporais e pregas cutâneas. Do total de atletas avaliados, 40 submeteram-se, também, a uma avaliação das suas capacidades físicas que consistiu na determinação da velocidade e capacidade de aceleração, através dos testes de corrida de 30 e dez metros, respectivamente. Determinou-se, igualmente, as suas capacidades aeróbias máximas, através da realização do teste de Luc Léger. A análise estatística foi realizada com recurso ao software IBM® SPSS® Statistics v.19, tendo sido considerado um valor de significância de 5%. 
RESULTADOS: Verificamos que os semiprofissionais eram, em média, 3cm mais altos que os recuados e apresentavam uma percentagem de massa gorda média de apenas 15,09% (± 6,03) contra os 22,39% (± 6,54) dos recuados. Os amadores eram igualmente quatro anos mais velhos e apresentavam um índice de massa corporal superior aos semiprofissionais. Nos testes físicos os resultados obtidos foram semelhantes para ambos os grupos de atletas. 
DISCUSSÃO E CONCLUSÕES: Não se verificaram, no presente estudo, as esperadas diferenças entre atletas de diferentes patamares competitivos. Efetivamente, no que diz respeito à composição corporal e à estatura dos atletas, verificamos uma vantagem dos atletas semiprofissionais, quando comparados com os amadores. No entanto, a homogeneidade verificada parece indicar que o rugby português ainda não terá dado o salto qualitativo que o profissionalismo trouxe aos países com maior tradição na modalidade.

Endereço: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922013000100011&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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