Perfil da Capacidade Funcional de Idosos Fisicamente Independentes Praticantes de Atividade Física

Por: , Renata Garrido Cosme e Silene Sumire Okuma.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

O objetivo do estudo foi traçar o perfil funcional de idosos saudáveis, fisicamente
independentes, e integrantes de um programa de atividade física há pelo menos
dois anos. Participaram 193 idosos, com idade entre 60 e 81 anos, divididos em
quatro grupos: A) 60 a 64 anos; B) 65 a 69 anos; C) 70 a 74 anos; D) 75 ou mais
anos. As capacidades físico-motoras analisadas foram agilidade, flexibilidade,
equilíbrio, força de membros superiores, inferiores e abdominal; e as funcionais
foram habilidade para realizar tarefas que exigem coordenação motora fina,
habilidade para calçar meias, levantar-se do solo sem auxílio, subir degraus,
sentar, levantar e locomover-se com agilidade e equilíbrio. Para a comparação
entre grupos, foi utilizada a análise de variância de um fator (A, B, C e D) e o
teste post hoc Tukey HSD. A análise comparativa das capacidades físico-motoras
mostraram que em relação à flexibilidade o grupo A (n=32) teve como resultado
25,8±7,9 cm; B (n=27) 28,8±8,1 cm; o C (n=20) 26,8±6,2 cm e o D (n=23)
23,1±8,7 cm. Para a agilidade, o grupo A (n=33) realizou o percurso em
15,1±2,3s; B (n=28) em 15,6±2,4s; C (n=24) em 18,2±5,0s e D (n=26) em
19,1±4,4s, o que mostrou o efeito da idade na agilidade dado o expressivo
aumento de tempo para realização do percurso. Para o equilíbrio, força de
membros superiores, inferiores e abdominal os grupos não se diferenciaram
entre si. A análise das variáveis que compõem a capacidade funcional e
interferem na realização das AVDs mostrou que elas apresentam um
comportamento semelhante ao observado nas variáveis das capacidades físicomotoras, i.é, os grupos não diferem entre si. Os idosos do presente estudo
apresentaram ótimos resultados para as capacidades avaliadas quando
comparados com outros estudos, mostrando um ótimo perfil funcional para
esta faixa etária. Para o equilíbrio estático, foram encontrados escores máximos,
o que põe em dúvida a escolha do teste para este estudo. Inferimos que o
tempo de prática e a especificidade do treino afetam o desempenho das
capacidades avaliadas e na diminuição das perdas decorrente do processo natural
do envelhecimento.

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/62_Anais_p235.pdf

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