Perfil de Lesões Traumato-ortopédicas nos Membros Inferiores em Atletas de Futsal no Distrito Federal.

Por: Leonardo Costa Pereira e Rochester Gomes Alagia.

XX Congresso Brasileiro de Ciências do Esporte e VII CONICE - CONBRACE

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Resumo

1 INTRODUÇÃO

O futsal é uma modalidade de características especificas, na qual o praticante realiza deslocamentos de ritmos intermitentes, com mudanças rápidas de direção, acelerações e frenagens em curto espaço de tempo com grande número de jogos e ausência de preparação física ideal, podendo acarretar o excessivo número de lesões. As lesões traumáticas, são situações imprevistas, gerando alterações morfológicas e/ou quadro doloroso em relação a um seguimento corporal. As lesões podem ser classificadas segundo sua etiologia, quando conhecida sendo chamada de lesões extrínsecas, etiologicamente de origem visível e externa ao jogador acometido, ou intrínsecas, onde não se sabe ao certo qual à origem da lesão. Sendo assim, o objetivo do presente estudo é, Identificar o perfil e a incidência das lesões que mais acometeram os jogadores de futsal do Distrito Federal (DF) 

2 METODOLOGIA 
Para o desenvolvimento deste estudo observacional descritivo transversal, foi aplicado um questionário estruturado, com doze perguntas. Como critério de inclusão, além de assinarem o TCLE, deveriam participar de competições da categoria adulta e ter mais de um ano de pratica ininterrupta. Como critério de exclusão elencou-se aqueles indivíduos que nunca sofreram nenhum tipo de lesão traumato-ortopédica em membros inferiores. As lesões foram analisadas por auto relato e usando como referência a frequência de ocorrido e a região anatômica envolvida. Foi realizada a distribuição de frequência relativa e absoluta para variáveis categóricas e médias com desvio padrão para variáveis contínuas. Para análise de possíveis diferenças entre as variáveis categóricas foi realizado o teste de X2, e para as possíveis correlações utilizou-se a equação de Spearman. Todos os dados foram analisados pelo SPSS 22.0.
3 RESULTADOS
Dos 30 atletas que responderam o questionário, 40% se encontravam entre 21 e 25 anos de idade, com maioria parda (50%), nenhum atleta com grau de formação inferior ao ensino médio. Em relação ao tempo de prática apenas 6,7% da amostra declarou menos de 5 anos de prática, sendo quanto a este quesito a maioria portando de 11 a 15 anos de prática de futsal. As posições dos atletas são observadas da seguinte maneira: os alas canhotos corresponderam a 30% do total, na sequência estavam os alas destros com 26,7%. Já com 20% os fixos. Os pivôs representaram 13,3% e, por fim, os goleiros com 10% do total. A maior frequência de lesões ocorreu durante os jogos (63,6%). As três lesões com maior prevalência foram, distensão de coxa (26,1%), Entorse no tornozelo (21,7%) e entorse no joelho (19,6%). O número de lesões teve significativa correlação com a idade (r=0,58 p≤0,001).
Neste estudo, realizou-se um levantamento do perfil de lesões em atletas amadores de futsal do DF, onde a maioria dos atletas (63,6%), sofreu a lesão em jogos, sendo que 33,4% sofreram a lesão durante o treino, cuja pesquisa encontrou 65% das lesões em jogos, provavelmente devido a uma preparação física inadequada e esforços supra máximos ocorridos durante o jogo. Já durante o treino, os atletas provavelmente se preservam devido ao fato de estar jogando com a própria equipe e se submetendo a esforços submáximos. A agressividade e a competitividade nos jogos podem ser diagnosticadas como justificativas para o alto índice de lesões encontradas nesse estudo.
A relação idade e lesão ficou evidenciada pelos resultados da correlação, onde os atletas mais velhos tiveram uma maior incidência de lesões, que ao verificar a distribuição das lesões com relação à idade, os jogadores mais velhos tiveram maior prevalência de lesões, sendo progressivas ao longo de sua trajetória.

4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
O que se pôde-se observar que a distensão na coxa foi a lesão que mais acometeu os atletas envolvidos no estudo e a idade é um fator importante a ser observado na insciência de lesões dos jogadores, devendo assim ser observada e discriminada para a melhor relação de prescrição de treinamento. Há necessidade de outras pesquisas para estratificação dos músculos envolvidos nos mecanismos das lesões, a fim de gerar dados para possíveis intervenções terapêuticas e estratégias profiláticas.


5 REFERÊNCIAS
BARBOSA, Bruno Teixeira Casoti; CARVALHO, Anísia Menezes de. Incidência de lesões traumato-ortopédicas na equipe do Ipatinga Futebol Clube-MG. Rev Dig Edu Fís, v. 3, n. 1, 2008.
COHEN, Moisés et al. Lesões ortopédicas no futebol. Rev Bras Ortop, v. 32, n. 12, p. 940-4, 1997.
DANTAS, José António. Frequência das lesões nos membros inferiores no futsal profissional. 2007.
SANTOS FILHO, J. F.; RAVAGNANI, F. C. P.; REIS FILHO, A. D. Frequência de lesões de joelho em atletas de futebol de salão. Lecturas EFDeportes, v. 16, n. 159, p. 1-5, 2011.
SERRANO, João Manuel et al. Incidência e fatores de risco de lesões em jogadores de futsal portugueses. Revista brasileira de medicina do esporte. Vol. 19, n. 2 (mar./abr. 2013), p. 125-132, 2013.
KURATA, Daniele Mayumi; JUNIOR, Joaquim Martins; NOWOTNY, Jean Paulus. Incidência de lesões em atletas praticantes de futsal. Iniciação cientifica CESUMAR, v. 9, n. 1, p. 45-51, 2007.

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