Perfil do Desempenho Neuroneuromuscular, Marcha e Equilíbrio em Indivíduos Acometidos Pelo Acidente Vascular Encefálico em Comparação a Controle Pareados

Por: Rodrigo Rodrigues Gomes Costa.

64 páginas. 2015 10/09/2015

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Resumo

 Introdução: O acidente vascular cerebral (AVC) pode ocasionar a hemiparesia, caracterizada por alterações do tônus muscular, do controle motor e da força em um dos hemicorpos, também denominado membro parético. Sabe-se que também há comprometimento do lado não parético (ipsilateral a lesão encefálica). A força muscular de cada hemicorpo apresentam correlação a marcha e equilíbrio postural. A análise concomitante da força dos dois hemicorpos através da divisão ou subtração do membro não parético pelo membro parético também apresentam correlação com a marcha. Porém não existem estudos no momento que avaliaram a soma da força dos membros inferiores (SPT) e a relação isquiossurais quadríceps funcional (I/QF) em indivíduos acometidos pelo AVC. Objetivo: Comparar o desempenho neuromuscular, marcha, qualidade de vida e equilíbrio de indivíduos acometidos pelo AVC com um grupo controle sem lesão neurológica. Métodos: Dois grupos: Grupo experimental (GAVC) com 28 indivíduos acometidos pelo AVC com idade em mediana (25-75%) de 52,5 (47-58) anos e tempo de lesão em anos (SD) de 43,4 (31,5) meses; Grupo Controle (GCONT) sem lesão encefálica com idade pareada. Avaliação da força muscular concêntrica dos extensores de joelho e excêntrica dos flexores do joelho no dinamômetro isocinético do lado parético e não parético do grupo experimental e dos dois hemicorpos do grupo controle. Avaliação da marcha com o teste de 10 metros e teste de caminhada de 6 minutos. A qualidade de vida foi avaliada pela Stroke Impact Scale. O equilíbrio postural foi avaliado pela escala de Berg. Resultados: 1) o tempo para atingir o pico de torque e a I/QF do lado não parético foram semelhantes ao comparar GCONT e o GAVC. As outras todas variáveis apresentaram valores inferiores para o GAVC; 2) a SPT apresentou maior fator preditivo para a marcha; 3) o pico de torque, a potência média, o trabalho total do membro não parético e a potência média do membro parético foram as variáveis que melhor discriminaram o GAVC do GCONT. Conclusão: o tempo para atingir o pico de torque e a I/QF do lado não parético foram as únicas variáveis semelhantes ao comparar indivíduos com AVC e controle, além disso a SPT foi o maior fator preditivo para a marcha e o pico de torque, a potência média, o trabalho total (não parético) e a potência média (parético) foram as variáveis que melhor discriminaram os indivíduos com AVC. 

Endereço: http://repositorio.unb.br/handle/10482/18810

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