Perfil do Excesso de Peso na Infância e Sua Influência Sobre o Sistema Musculoesquelético de Escolares

Por: Maria Jacira Silva Simões e Mauricio Ferraz de Arruda.

Cinergis - v.8 - n.2 - 2007

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Resumo


O perfil antropométrico, nutricional e uma caracterização postural computadorizada de 100 crianças foram os principais objetivos deste estudo, visando obter as influências do excesso de peso sobre o sistema musculoesquelético dessas crianças, cuja idade variava de 8 a 10 anos. O perfil nutricional mostrou alta prevalência de sobrepeso (24%) e de obesidade (40%) para o gênero masculino e (8,0%) de sobrepeso e (28,0%) de obesidade para o gênero feminino respectivamente. Os aspectos antropométricos, IMC e circunferência do braço, relacionados à caracterização do excesso de peso, apresentaram correlação estatisticamente significante no que diz respeito ao uso desses índices para detecção dos aspectos nutricionais com coeficiente de correlação na regressão linear de (0,97) para gênero feminino e (0,98) gênero masculino. Os escolares apresentaram uma associação estatística significativa entre: IMC e assimetria no plano anterior sugestivo de escoliose de (26,7%) para os com sobrepeso e (56,7%) com obesidade, IMC e assimetria no plano posterior sugestivo de escoliose de (20,7%) para os com sobrepeso e (51,7%) com obesidade, IMC e assimetria no plano posterior triangulo de tales sugestiva de escoliose (29,2%) para os com sobrepeso e (37,5%) com obesidade, IMC e assimetria no plano
lateral sugestivo de hiperlordose lombar (18,2%) para os com sobrepeso e (51,5%) com obesidade, IMC e assimetria no plano lateral sugestivo de hipercifose torácica (12,5%) para os com sobrepeso e (50,0%) com obesidade. Os escolares com estado nutricional na obesidade, obtiveram maior percentagem de pés planos do que os de outros estados nutricionais (88,2%) para os com obesidade (100%) para os com sobrepeso. Os resultados mostram que o aumento do índice de massa corpórea está relacionado ao aparecimento de pés planos nos escolares acima do
peso, e alterações na postura, determinando em assimetrias nos planos anterior, posterior, caracterizando uma escoliose e lateral, caracterizando uma hiperlordose e/ou hipercifose. Além disso, o aumento da protusão abdominal associou-se positivamente a hiperlordose lombar. Esses resultados sugerem que o aumento de massa corpórea seja um mecanismo de aumento do risco de alterações do sistema musculoesquelético.
 

Endereço: https://online.unisc.br/seer/index.php/cinergis/article/view/560

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