Perfil do Jogador de Voleibol Sentado no Brasil

Por: Ronaldo Oliveira.

XI Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Introdução: O voleibol sentado começou a ser praticado no Brasil em 2002, sendo
o precursor o Professor Ronaldo Gonçalves de Oliveira, professor de Educação
Física de Mogi das Cruzes, SP. O voleibol é jogado sentado no chão, em uma quadra
inferior em tamanho da convencional, com a altura da rede também menor, mas o
grande diferencial é que o fato de não ser jogado em pé, faz com que o praticante
tenha que executar o deslocamento no chão. O sistema de classificação funcional,
aplicado à incapacidade locomotora, contempla principalmente jogadores com
amputações adquiridas e congênitas e lesados de poliomielite, mas também podem
jogar jogadores com paralisia cerebral e espinha dorsal afetada, distrofia muscular,
esclerose múltipla, entre outros. (Manual de Classificação Funcional, WOVD, 2001-
2004). Material e Método: Coleta de Dados do último Campeonato Brasileiro, 2005.
Resultados: Desde seu início até os dias de hoje podemos perceber uma tendência
para composição de equipes de voleibol sentado, quase que em sua totalidade os
jogadores são amputados, principalmente de membros inferiores, vindo a seguir
sequelados de poliomielite. A Seleção Brasileira Sub-23 que participou do primeiro
Mundial da Categoria, na Eslovênia, em Outubro de 2005, ficando com o terceiro
lugar, possuía em seu elenco 11 atletas amputados e 1 sequelado de pólio,
evidenciando a tendência de procurar além de um bom jogador , um perfil de atleta
que propicie maior mobilidade para deslocamento dentro de quadra. No último
Campeonato Brasileiro as 12 equipes participantes possuíam 90% de amputados,
sendo os 10% restantes de Les Autres, sendo que o amputado teria maior agilidade
e velocidade do que o jogador com pólio, que em sua maioria tende a arrastar a
perna, gerando um comprometimento em sua eficiência no quesito deslocamento.
Conclusão: Para uma análise mais profunda poderíamos subentender que o perfil
ideal seria o atleta com amputação de membros inferiores, mas ao revermos a situação
da saúde pública no Brasil, podemos verificar que existe um biotipo disponível
maior de amputados, pois o país tem um grande número de acidentes automobilísticos
que levam nossos jovens a um número maior de amputação, sendo que não ocorre
o mesmo com os casos de poliomielite, pois a doença está praticamente erradicada
no país. Se fizermos uma relação com alguns países praticantes da modalidade,
poderemos verificar que as duas principais seleções mundiais, Bósnia e Iran, possuem
casos antagônicos...

Endereço: http://citrus.uspnet.usp.br/eef/uploads/arquivo/61_Anais_p221.pdf

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