Perfil Lipídico, de Aptidão Cardiorrespiratória, e de Composição Corporal de Uma Amostra de Dscolares de 8ª Série de Canoas/RS

Por: Gabriel Gustavo Bergmann, Mauren Lúcia de Araújo Bergmann e Ricardo Halpern.

Revista Brasileira de Medicina do Esporte - v.14 - n.1 - 2008

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Resumo

Atualmente as doenças cardiovasculares (DC) são as principais causas de morte no mundo, sendo compostas por uma série de fatores de risco que parecem ter sua origem durante os anos da infância e adolescência. Desta forma, diagnósticos precoces dos fatores de risco para DC devem ser realizados com freqüência já na população jovem. Frente a este quadro, o objetivo deste estudo foi descrever o perfil lipídico (PL), de aptidão cardiorrespiratória (ApC), e de composição corporal (CC) de escolares de 13-14 anos, e comparar cada uma das variáveis entre os sexos. Para tanto, foi selecionada de forma não aleatória voluntária uma amostra de 41 escolares (21 meninos e 20 meninas) da 8ª série de uma escola privada de Canoas/RS. O perfil lípidico (triglicerídeos-TRI, colesterol total-CT, HDL e LDL) dos escolares procedeu-se através da técnica padrão em um laboratório de análises clínicas. A ApC foi avaliada a partir do teste de corrida/caminhada de 9 minutos (PROESP-BR, 2002). A CC foi determinada pelo IMC e pelo somatório de dobras cutâneas tricipital e subescapular (S D.C.). Para a análise dos dados foi utilizada a estatística descritiva, sendo que para a análise por critérios foram utilizados os critérios sugeridos pelo AHA (NHI PARENTS GUIDE, 1993), para o PL, e para ApC e CC foram utilizados os critérios sugeridos pelo PROESP-BR (2002). Os resultados apontaram que em termos de análise de tendência central, o PL, a ApC e a CC demonstraram resultados considerados normais. Todavia, quando a análise foi feita a partir dos critérios, foram detectados alguns casos fora da faixa considerada normal para os níveis lipídicos (TRI-4,9%, CT-12,2%, HDL-36,6% e LDL-4,9%), e uma ocorrência bastante elevada fora da faixa recomendada para a ApC (61%) e para a CC (IMC-17,1% e S D.C.-48,8%). Os resultados demonstram ainda haver diferenças entre os sexos nos valores médios de ApC e IMC, a favor dos meninos, e na S D.C. e HDL a favor das meninas. Com relação às distribuições nas faixas recomendadas para cada variável, não houve associações com os sexos. Os resultados obtidos são preocupantes, e demonstram, mesmo em uma amostra pequena, a existência de todos os fatores de risco analisados para DC nos escolares.

Endereço: http://www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1517-86922008000100004&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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