Perfil da Perda Hídrica e da Ingestão de Nutrientes Durante o Exercício e Seus Efeitos Sobre a Performance de Atletas Participantes de Uma Competição de Ironman Triatlo

Por: Rolando Bacis Ceddia.

188 páginas. 1993 22/12/1993

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Resumo

Estudou-se o perfil da perda hídrica e da ingestão de nutrientes durante o exercício e seus efeitos sobre a performance de 10 atletas do sexo masculino, participantes de uma competição de "IRONMAN TRIATLO", realizada no Rio de janeiro em 15 de Dezembro de 1991. O tempo necessário para que os atletas completassem todo o percurso foi em média de 11,7 1,3 horas. A média da perda hídrica absoluta dos atletas foi de 2,9 1,6 Kg e a média da perda hídrica relativa foi 4,2 2,0% da massa corporal do início da competição. O índice de correlação (r) entre a perda hídrica relativa e a performance foi de 0,71, atingindo significância para um alfa < 0,05. Os atletas ingeriram em média de 25,2 3,8 litros de fluídos durante o evento, sendo em média de 16,5 3,1 e de 8,6 2,2 litros de água e de bebidas contendo carboidratos e eletrólitos respectivamente. O índice de correlação (r) entre a ingestão total de fluídos e a performance foi de -0,81, atingindo significância para um alfa < 0,05. A média do gasto energético da competição foi de 8171,1 716,7 calorias. A média da ingestão foi de 4175,6 248,7 Kcal, sendo que 94,8% foram provenientes da ingestão de carboidratos e o restante (5,2%) provenientes da ingestão de gordura e proteína. A média da ingestão de carboidratos por hora de exercício foi de 93,5 29,9 g.h-1. O índice de correlação (r) entre a ingestão de carboidratos por hora de exercício e a performance foi de -0,81, também significativo para um valor de alfa < 0,05. A porcentagem média de carboidratos nas substâncias ingeridas durante a competição foi de 26,7 26,9. A comparação entre a porcentagem média de carboidratos nas substâncias ingeridas pelos atletas durante a competição e a porcentagem média de carboidratos presente nas bebidas comerciais de reidratação e reinfusão de carboidratos durante o exercício produziu um valor de t = 2,32, significativo para alfa < 0,05. Com esses resultados, conclui-se que parece existir uma grande variabilidade quanto à tolerância à perda hídrica durante o exercício e que a mesma exerce influência significativa sobre a performance. E os atletas que conseguem repor mais intensamente as perdas hídricas durante o exercício minimizam os efeitos deletérios da mesma sobre a performance. Além da reposição hídrica, a ingestão de carboidratos durante o exercício também se mostrou favorável ao aprimoramento da performance, uma vez que os atletas que fizeram a maior ingestão de carboidratos durante o exercício foram também os que apresentaram os menores tempos na competição. Concluindo ainda, observamos uma ampla variabilidade quanto à quantidade de carboidratos presente nas substâncias ingeridas pelos atletas durante o exercício, a qual ultrapassa os valores recomendados na literatura, encontrados nas bebidas comerciais de reposição de carboidratos durante o exercício.

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