Perfil Tático Ofensivo da Seleção Brasileira Masculina de Basquetebol: Análise Descritiva dos Ataques Posicionados

Por: , Leonardo Lamas e Luiz Otávio Negretti.

X Congresso de Educação Física e Ciências do Desporto dos Países de Língua Portuguesa

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Resumo

Introdução e objectivos: O presente estudo teve como objetivo evi-denciar o comportamento tático ofensivo e a eficácia, em ter-mos gerais, da participação da seleção brasileira masculina no Mundial de 2002. Material e métodos:Para tanto, a investigação foi baseada em categorias de atuação tática de desequilíbrio da defesa em ata-ques posicionais (Lamas e col., 2002) e na eficácia dessas situa-ções. Foram observados 5 jogos da seleção brasileira (3 vitórias e 2 derrotas) com diferenças inferiores a 15 pontos no placar final em todos os jogos. A análise foi feita com as posses de bola em ataques posicionados que foram finalizados com arremesso baseada na Criação de Espaçosna área de jogo, possível através de dois padrões táticos: 1.Fixação da Defesa, 2. Atraso da Defesa. Nesses 5 jogos também foi analisado o desempenho dos principais pontuadores (5 jogadores) em cada uma das situações ofensivas. Principais resultados e conclusões:Os resultados mostraram que: (i) em relação à incidência das categorias de desequilíbrio: 46% das situações ofensivas foram baseadas em ações individuais, 36% em ações grupais e 18% em ações coletivas; (ii) quanto à eficiência de acertos dos arremessos por categoria de desequilíbrio defensivo: 36% do aproveitamento dos arremessos aconteceu nas ações individuais, 35% nas ações grupais e 29% nas ações coletivas. A relação entre a quantidade de finalizações e as categorias de desequilíbrio defensivo mostrou que: das 150 finalizações feitas pelos cinco jogadores com maior número de finalizações, 71 (47,3%) foram geradas a partir de situações de desequilíbrio defensivo individual, 55 (36,7%) a partir de desequilíbrios grupais (situações de 2x2 e 3x3) e 24 (16%) a partir de desequilíbrios coletivos. Embora contrariando as tendências internacionais de um jogo paulatinamente mais coletivo em suas situações de desequilíbrio, os dados apontam para uma coerência entre o conteúdo tático apresentado e o tipo de ação para o qual a equipe obtém maior êxito. Ou seja, apesar da categoria coletiva parecer mais consis-tente para o êxito ofensivo das equipes em geral, isto não significa a inexistência de outras características de jogo. Esta consta-tação ratifica-se ao se verificar que dentre os cinco jogadores brasileiros com maior quantidade de finalizações no campeona-to, apenas um não apresenta a categoria "Individual" como a categoria principal de desequilíbrio da defesa para desencadear suas finalizações, o que corrobora com a característica identificada para a equipe como um todo. Assim, há preponderância em número e em sucesso de finalizações originadas por ações táticas individuais, apontando para uma ênfase das decisões táticas baseadas na capacidade individual de solução do proble-ma da oposição. Conclui-se como sendo esta a característica mais forte do perfil de atuação ofensiva da seleção brasileira nos jogos analisados.

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