Plataforma Vibratória: Magnitude e Transmissibilidade Sobre Estruturas Corporais de Adultos em Diferentes Protocolos.

Por: Roberta Pires Vasconcellos.

2013 27/02/2013

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Resumo

A prática de exercícios físicos sobre plataformas vibratórias tem sido muito difundida, não só no contexto do treinamento físico voltado à performance, como também voltado à promoção da saúde e reabilitação física. Contudo, ainda são muito escassos estudos que tenham analisado a magnitude e transmissibilidade vibratória sobre as estruturas corporais dos indivíduos submetidos a este tipo de treinamento. Desta forma, o objetivo geral deste estudo foi analisar as características das vibrações transmitidas às estruturas corporais de adultos em diferentes condições de exposição à vibração de corpo inteiro (VCI) com plataforma vibratória. Participaram deste estudo descritivo correlacional, 20 sujeitos, sendo 10 homens e 10 mulheres, com média de idade de 27,1±3,8 e 28,5±1,8 anos, respectivamente, selecionados de forma intencional. Os dados foram adquiridos com acelerômetros triaxiais fixados ao corpo dos sujeitos sobre uma plataforma vibratória nas frequências de 20, 35, 50 e 70Hz e amplitudes de deslocamento de 2,0 e 6,0mm, em duas posições distintas: Posição Estendida (joelhos estendidos e peso corporal depositado sobre o retropé) e Posição Flexionada (joelhos semiflexionados e peso corporal sobre o antepé). Foram 16 séries de 30 segundos, totalizando 8 minutos de exposição à vibração de corpo inteiro. A ordem de execução dos registros, considerando posição corporal sobre a plataforma, frequência e amplitude de vibração, foi randomizada. Os dados foram analisados por meio de estatística descritiva e inferencial (p≤0,05). Foram identificadas diferenças significativas: (a) na magnitude vibratória entre os eixos de movimento, sendo maior para o eixo vertical e entre os pontos corporais, sendo maior para o tornozelo; (b) na magnitude e transmissibilidade vibratória através dos segmentos corporais, com atenuação mais expressiva na passagem pelo segmento do tronco; (c) na magnitude e transmissibilidade vibratória entre as posições corporais, com melhor transmissibilidade na PF; (d) o posicionamento incorreto e amplitudes de vibração mais elevadas estão associadas a uma maior incidência de sintomas de dor e/ou desconforto corporal, sendo os mais frequentes dores de cabeça, dores nas costas e náuseas. A partir destes achados, os
quais fornecem informações concretas a respeito deste tipo de treinamento, conclui-se o TV deve ser aplicado a uma faixa de frequência mais elevada (acima de 50Hz) e em amplitudes mais baixas, adotando-se uma correta posição corporal sobre a plataforma. Neste sentido, torna-se imprescindível que esta prática aconteça sempre de forma orientada por profissionais treinados e qualificados, a fim de evitar que erros comuns, porém lesivos à saúde, sejam praticados. Assim, de forma eficaz e segura, o treinamento vibratório de corpo inteiro com plataforma vibratória poderá ganhar um espaço de maior destaque no mundo do fitness e aumentar consideravelmente sua inserção no mercado de trabalho, tendo cada vez mais adeptos e promovendo cada vez mais benefícios à saúde, à performance e à qualidade de vida das pessoas.

Endereço: http://ppgef.ufsc.br/

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