Políticas Públicas de Lazer em Cidades de Pequeno Porte de Regiões Metropolitanas

Por: Stéphanie Helena Mariano.

Licere - v.11 - n.1 - 2008

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Resumo

A pesquisa de informações básicas municipais, realizada pelo IBGE (2001) aponta que em quase metade da região metropolitana de Campinas (RMC) não há espaços culturais e de lazer construídos, e embora o perfil apresentado para a RMC esteja acima da média brasileira, em oferta de serviços de lazer/cultura, esses dados refletem o perfil tradicional das regiões metropolitanas, que são caracterizadas por centro e periferia, onde a oferta de serviços de qualidade está no centro. O objetivo deste estudo é diagnosticar a realidade dos equipamentos de lazer nas cidades de pequeno porte de Monte Mor e Nova Odessa da Região Metropolitana de Campinas, escolhidas por critérios de representatividade e acessibilidade, visando fornecer subsídios para a formulação de políticas públicas de lazer, especificamente nos eixos de espaços e equipamentos e de formação e desenvolvimento de pessoal. Usa a combinação de pesquisas bibliográfica, documental, e de campo. A legislação das duas cidades garante instrumentos legais para a formação de consórcios entre os municípios de uma região. No entanto, ainda é muito tímida a articulação dos dois municípios com os demais integrantes da RMC. A análise de documentos dos municípios estudados nos mostrou que a cidade de Nova Odessa possui uma estrutura mais organizada em relação aos equipamentos de lazer e à animação sociocultural. A cidade de Monte Mor, por sua vez, destaca-se no campo dos interesses artísticos e intelectuais, mas as iniciativas no esporte se mostram ainda desestruturadas. Mas as duas cidades, quando comparadas com a cidade sede da RMC, têm quantidades e variedades de equipamentos em um número muito baixo. Percebemos, então, a ausência de uma política de formação e desenvolvimento de quadros para atuação na área, que possibilite a formação de uma estrutura de animação, englobando os vários conteúdos culturais do lazer. Com a pesquisa de campo, constatamos que a maioria dos entrevistados, nas duas cidades, apontou melhorias que poderiam ser feitas nos equipamentos. Também sugeriram a construção de novos espaços, para atender o interesse em outras opções de lazer esportivo. Observamos também que, nos locais em que há a presença de um profissional, o público se mostrou satisfeito ou sugeriu melhorias nas orientações recebidas durante as atividades. Muitos dos entrevistados apontaram para a necessidade da existência de um profissional, principalmente de um professor de Educação Física, naqueles equipamentos que não dispunham de uma estrutura de animação.

Endereço: http://www.anima.eefd.ufrj.br/licere/pdf/licereV11N01_tc2.pdf

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