Postura Mandibular, Postura Cefálica e Disfunção Temporomandibular em Deficientes Visuais Totais e Sua Relação com Saúde Bucal

Por: Karime Suely Pereira.

2009

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Resumo

Este estudo objetivou avaliar indivíduos com deficiência visual total, congênita e adquirida, em relação a suas características quanto ao tipo e etiologia da cegueira, saúde bucal, postura mandibular e cefálica, disfunção temporomandibular e bruxismo, bem como verificar associação entre essas variáveis, por meio dos coeficientes de correlação de Kendall’s Tau-b e Spearman, a um nível de significãncia de 1%. Avaliaram-se quatro homens e sete mulheres entre 20 e 43 anos, sete cegos congênitos (GI) e quatro cegos adquiridos (GII), todos inscritos na Associação Catarinense para Integração do Cego em Florianópolis/SC entre 2007 e 2009. Os dados provieram dos prontuários médicos, da ficha clínica, do protocolo RDC/TMD, de registro radiográfico e fotográfico. Dentre as principais causas de cegueira em GI surgiu o glaucoma, a rubéola, atrofia bilateral do nervo ótico, e retinopatia, e em GII foram a atrofia bilateral do nervo ótico, diabete, glaucoma e neuroma. Quanto à saúde bucal, em GI 57,1 % revelaram saúde bucal satisfatória e 42,9 % condições regulares de saúde bucal. E em GII, 25,0 % revelaram condição insatisfatória, 50,0 % condições regulares de saúde bucal e 25,0 % com saúde bucal satisfatória. Os principais problemas, identificados pelo índice CPO-D, relacionaram-se a perda dentária. Em relação à postura mandibular, todos os sujeitos em GI apresentaram classe I de Angle, e no GII observou-se 1 Classe I e 1 Classe III. Quanto à postura cefálica obtidas do protocolo de Rocabado (AVC e OA) , em GI os resultados apontaram 57,1 % sem sinais de alterações e 42,9 % com tendência a anteriorização de cabeça. GII apresentou 75,0 % sem desvios, e 25,0 % com tendência a posteriorização de cabeça. Em relação à DTM, no GI ocorreu um homem (9,1 %) e uma mulher (9,1 %) com sinais de dor muscular, dois homens (18,2 %) com deslocamento de disco e um homem (9,1 %) e duas mulheres (18,2 %) com complicacões articulares. Em GII não foi achado diagnóstico de DTM. Em relação ao Bruxismo, para GI 57,1 % não apresentou sinais e 42,9 % com desgaste dentário no terço incisal, GII apresentou 75,0 % com desgaste dentário no terço incisal e 25,0 % sem sinais de bruxismo. Foi encontrada correlação significativa entre saúde bucal e postura mandibular, e o fato de não haver sido encontrado correlações estatisticamente significativas com as demais variáveis, não significa dizer que estas existam, pois se deve considerar que o pequeno grupo apresentado.

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